Estátua de menina desafiando touro de Wall Street será mantida até 2018

A pequena estátua de bronze de uma menina desafiando o grande touro em frente a Wall Street, no sul de Manhattan, permanecerá no local até 2018

A pequena estátua de bronze de uma menina desafiando o grande touro em frente a Wall Street, no sul de Manhattan, permanecerá no local até 2018, informou neste domingo o prefeito de Nova York, Bill de Blasio.

A estátua, batizada "Fearless Girl" (Menina destemida), foi instalada no dia 7 de março em Nova York, na véspera do Dia Internacional da Mulher, pelo fundo de investimentos State Street Global Advisors. A prefeitura concordou com a permanência.

O grupo queria marcar o lançamento de uma campanha para estimular as empresas nas quais investe a aumentar o número de mulheres em seus conselhos administrativos.

A estátua, obra da escultora americana Kristen Visbal, a princípio ficaria exposta apenas por uma semana. Mas como a imagem da menina se transformou em um símbolo dos direitos das mulheres contra o governo de Donald Trump, sua permanência foi prolongada primeiro até 2 de abril e agora até o Dia Internacional da Mulher, em 8 de março de 2018.

"Fiquei profundamente comovido pelo que essa estátua representa em particular para as mulheres e para as meninas desta cidade e de todo o país, mas acho que há até um simbolismo maior de enfrentar o medo, o poder, poder encontrar em si mesmo a fortaleza para fazer o que é certo", disse nesta segunda o prefeito em uma entrevista coletiva organizada em frente à estátua.

Mas nem todos gostaram da estátua. A colunista do jornal The New York Times Ginia Bellafante questionou o motivo de terem escolhido a imagem de uma menina para representar os direitos da mulher.

Dos 28 funcionários da equipe de liderança do fundo de investimento State Street Global Advisors que encomendou a estátua, apenas cinco são mulheres, lembrou Bellafante em seu artigo intitulado "O falso feminismo da menina sem medo".

Alguns críticos lembram que por trás da estátua há uma grande ação de publicidade.

"Trata-se, sobretudo, de uma campanha de publicidade de uma grande empresa", da qual a prefeitura e o departamento de parques e jardins "não tiraram nenhum benefício", disse Arthur Piccolo, porta-voz do escultor Arturo Di Modica, o autor do touro de Wall Street, que considera a ideia "fabulosa".