Estátua de Pedro Álvares Cabral é incendiada na zona sul do Rio

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A estátua de Pedro Álvares Cabral foi incendiada na madrugada de terça (24) no bairro da Glória, zona sul do Rio de Janeiro. A Secretaria de Conservação considera que o incêndio foi um ato de vandalismo e afirmou que foi aberta uma ocorrência para que a polícia civil investigue o caso. Vinculada à pasta, a Gerência de Monumentos e Chafarizes está avaliando os danos e promove a limpeza da obra.

Nas redes sociais, internautas dizem que o incêndio aconteceu em protesto ao marco temporal, que está na pauta de votação do STF (Supremo Tribunal Federal). Essa tese prevê que os povos indígenas tenham direito às terras que ocupavam somente na data em que a atual Constituição foi promulgada.

Lideranças indígenas, no entanto, consideram que essa determinação dificulta a demarcação de seus territórios. Isso porque, afirmam elas, muitos povos indígenas foram expulsos de suas terras antes da carta ser promulgada.

O incêndio também é atribuído a um ato de protesto ao PL490, medida que prevê mudanças na demarcação de terras indígenas e que cria a tese do marco temporal.

O perfil do Instituto Marielle Franco no Instagram publicou uma foto da estátua em chamas e um texto em que dizia que o ato foi cometido em protesto ao marco temporal. "E o pior é que ainda vai ter gente preocupada mais com a vida da estátua do que com as vidas indígenas assassinadas e perseguidas há 521 anos nessa terra", escreveu o instituto.

Por outro lado, houve quem desaprovasse o episódio. "São as chamas do autoritarismo que queima dentro dessa gente. Não se contentam em tentar impor seu controle no futuro, eles querem também controlar o passado", afirmou um internauta.

Assinada pelo escultor mexicano Rodolfo Bernardelli, a estátua de Pedro Álvares Cabral foi inaugurada em 1900 para comemorar o quarto centenário da chegada do português ao Brasil.

No final de junho, a estátua do bandeirante Borba Gato, em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, também foi incendiada durante um protesto. Em suas expedições, Borba Gato capturava e escravizava indígenas. O movimento Revolução Periférica assumiu a autoria do incêndio.

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