Estado de SP teve 3,6 mil casos de covid no primeiro mês de retorno presencial

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Students attend a class at Milton da Silva Rodrigues school, amid the novel coronavirus COVID-19 pandemic, in Sao Paulo, Brazil, on November 3, 2020, on the first day of return to high school students' classes in the state of Sao Paulo. (Photo by NELSON ALMEIDA / AFP) (Photo by NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)
Alguns pais tiveram medo da variante Delta e optaram por não enviar filhos à escola. (Foto: NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)
  • Os dados são das escolas municipais, estaduais e particulares em agosto

  • Outros 2,2 mil casos estão em investigação

  • Um terço das famílias preferiu manter sistema remoto

O estado de São Paulo teve ao menos 3.668 casos de covid-19 em agosto, primeiro mês de retorno às aulas presenciais nas escolas municipais, estaduais e particulares. Além disso, o mês registrou baixa presença dos estudantes nas unidades escolares.

Segundo o Sistema de Informação e de Monitoramento da Educação para Covid-19 (Simed) são 3.668 casos com teste RT-PCR para covid-19 positivo e outros 2.239 casos que ainda estão sendo investigados.

Dentre os casos positivos, 2.873 são estudantes, 735 são funcionários e 60 são trabalhadores terceirizados das escolas. A Secretaria Estadual de Educação explica que os casos com RT-PCR positivo são considerados “prováveis” e informados verbalmente às escolas. Os dados ainda precisam ser cruzados com informações das bases de dados da área da saúde para confirmar o resultado.

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As infecções ocorreram em um cenário no qual apenas 60% dos estudantes do estado compareceram às aulas, ainda que não diariamente. Nas escolas municipais, dos mais de 1 milhão de estudantes, 64% frequentaram a escola em agosto, enquanto 34% fizeram apenas atividades pela internet, e 2% estão dentro do sistema de busca ativa, que é acionado quando o aluno não fez nenhuma das atividades.

Já na rede estadual, os dados centralizados de agosto baseados nos “diários de classe” das escolas, que indicam se o aluno esteve presente na escola, nas atividades virtuais ou em nenhuma, só serão divulgados em outubro, segundo a Secretaria Estadual de Educação.

Hoje, a maioria das escolas opta pelo sistema de revezamento. No dia a dia, a dificuldade está em manter o distanciamento.

Com os riscos, cerca de 40% dos alunos matriculados na rede estadual e 34% daqueles que frequentam a rede municipal não abandonaram o sistema remoto no mês de agosto. Entre os motivos estava o medo com a variante Delta e a falta de perspectiva para vacinação de crianças com menos de 12 anos.

Para garantir o ensino remoto, a Secretaria Estadual de Educação criou o Centro de Mídia, onde é disponibilizado conteúdo didático, e distribuiu equipamentos para que as escolas e professores pudessem transmitir as aulas. No entanto, nem sempre o sistema funcionou.

“A escola já está com o dinheiro para fazer a instalação, tem os equipamentos. Mas não conseguiu instalar porque não achou o fornecedor da região para poder atender e instalar. A previsão deles é que faça isso na primeira quinzena de setembro.” Segundo Pimentel, “a maioria das escolas conseguiu instalar [os equipamentos]”, afirmou Henrique Pimentel, chefe de gabinete da secretaria, ao portal G1.

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