Estado Islâmico é expulso do território da Síria, diz a Casa Branca

Presidente dos EUA Donald Trump

A Casa Branca disse na sexta-feira que o grupo do Estado Islâmico (EI) jihadista perdeu seu território final na Síria, mesmo quando conflitos contínuos são relatados no enclave sírio de Baghuz.

A porta-voz de Donald Trump, Sarah Sanders, disse que "o califado territorial foi eliminado na Síria".

Perguntada por jornalistas se o EI perdeu 100% de seu território, ela respondeu: "Sim".

O próprio Trump mostrou a jornalistas os mapas da região. Em um são mostradas as grandes áreas controladas no passado e no outro a situação nesta sexta, sem a presença da EI.

"Ali está o EI, e isso é o que temos agora", disse apontando os dois mapas.

A declaração da Casa Branca veio depois de dias de bombardeios e outros ataques das forças lideradas pelos curdos para limpar os últimos bolsões de resistência dos combatentes do Estado Islâmico na aldeia de Baghuz.

No entanto, um porta-voz das Forças Democráticas da Síria, liderado pelos curdos, disse nesta sexta-feira que, apesar das garantias da Casa Branca, "a luta continua".

Aviões da coalizão liderados pelos EUA têm apoiado as forças terrestres locais no massacre de Baghuz desde 9 de fevereiro, encontrando uma feroz resistência dos jihadistas e um número inesperadamente grande de civis encurralados com os combatentes.

O grupo do Estado Islâmico proclamou em junho de 2014 um "califado" depois de tomar uma vasta faixa de território maior que o Reino Unido, que se estendia sobre o Iraque e a Síria.

A perda do enclave de Baghuz seria um sinal do desaparecimento do "califado" na Síria, após sua derrota no Iraque em 2017.

Os jihadistas ainda têm presença no vasto deserto de Badia, no leste da Síria.