Procurado pela polícia francesa, suspeito de ataque é apresentado na Bélgica

Paris, 21 abr (EFE).- O homem que as autoridades da França tinham emitido um mandado de prisão, suspeito de ter relações com o atentado ocorrido na quinta-feira, em Paris, foi apresentado nesta sexta, em uma delegacia de polícia da Antuérpia, na Bélgica, segundo informações do Ministério do Interior francês.

O porta-voz do Ministério, Pierre-Henry Brandet, citado pela emissora "France Info", disse que era o homem apontado pelo serviço segredo belga, depois do ataque na Avenida Champs-Élysées, onde um policial foi assassinado e outros dois agentes ficaram feridos, antes que o autor dos disparos fosse morto pelas forças de segurança.

As buscas começaram logo depois que o Estado Islâmico (EI) assumiu a autoria do ataque em Paris, e o atribuiu a um de seus "combatentes", identificado como o belga Abu Yusef.

A emissora de televisão "BFMTV" afirmou que o indivíduo apontado pelo serviço belga também se chama Yusef.

A possibilidade de que houvesse um suposto terrorista vinculado ao ataque de ontem, fez a candidata à presidência, a líder da extrema-direita Marine Le Pen, dizer que teme um novo atentado antes das eleições.

Sobre o autor do ataque, Brandet não quis revelar a identidade do terrorista que cometeu o atentado, para preservar as investigações que sendo realizadas em seu ambiente pessoal.

No entanto, três conhecidos do autor do ataque estavam sendo interrogados hoje, segundo a "BFMTV".

Pelos informações filtradas pela imprensa, se trata de um francês, de 39 anos, morador de Livry-Gargan, na periferia de Paris.

Ele já tinha sido condenado a 15 anos de prisão em 2005, pois quatro anos antes, havia baleado um policial após ter se envolvido em um acidente de trânsito.

Dois dias depois, quando já estava preso, feriu gravemente um outro policial, levando ele para fora de sua cela ao roubar sua arma.

Brandet não quis confirmar se o terrorista era fichado pelos serviços segredos, uma informação divulgada pela "Europe 1", afirmando também que ele tinha sido detido no dia 23 de fevereiro deste ano, mas foi colocado em liberdade por falta de provas.

Já fontes judiciais confirmaram para a "France Info" que no carro utilizado pelo terrorista para chegar aos local do ataque foram encontrados um fuzil e armas brancas. EFE