Estado Islâmico reivindica atentado em Viena (agência de propaganda)

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Bebidas deixadas às pressas são vistas em uma mesa enquanto equipes de limpeza e policiais trabalham ao lado de um restaurante próximo do local de um ataque em Viena, Áustria, em 3 de novembro de 2020
Bebidas deixadas às pressas são vistas em uma mesa enquanto equipes de limpeza e policiais trabalham ao lado de um restaurante próximo do local de um ataque em Viena, Áustria, em 3 de novembro de 2020

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) assumiu, nesta terça-feira, a responsabilidade pelo ataque que deixou pelo menos quatro mortos em Viena, em um comunicado publicado em seus canais no Telegram.

O comunicado do EI aponta um "soldado do califado" como o responsável pelos tiroteios perto de uma sinagoga e da Ópera de Viena.

Em texto à parte, acompanhado de foto do agressor armado, a agência de propaganda Amaq menciona “um ataque com armas de fogo realizado ontem (segunda-feira) por um combatente do Estado Islâmico na cidade de Viena”.

Também foi publicado um breve vídeo em que o agressor, sozinho em frente à câmera, se grava jurando lealdade ao chefe oficial da organização jihadista, Abu Ibrahim al Hachemi al Qurachi.

O agressor foi morto pela polícia da Áustria, que realizou 18 buscas e prendeu 14 pessoas após o atentado fatal. O governo já havia anunciado que ele era um "simpatizante" do Estado Islâmico.

Segundo o ministro do Interior austríaco, Karl Nehammer, o autor do crime se chamava Kujtim Fejzulai, possuía dupla nacionalidade austríaca e macedônia e havia sido preso em 2019 na Áustria, mas foi solto antes de cumprir sua pena completa.

Após uma rápida ascensão e a proclamação em 2014 de um "califado" em uma área entre o Iraque e a Síria, os jihadistas do EI sofreram uma série de reveses, em ofensivas lançadas nesses dois países.

Em março de 2019, as forças curdas sírias apoiadas por uma coalizão internacional liderada por Washington proclamaram a queda do "califado", com a reconquista do último reduto jihadista no extremo leste da Síria.

Depois de voltar à clandestinidade, o grupo continua reivindicando ataques mortais, na Síria e no Iraque, mas também no Afeganistão ou na África Ocidental.

O EI assumiu a responsabilidade na segunda-feira por um atentado na Universidade de Cabul, no Afeganistão, que deixou 22 mortos.

tgg/hj/mis/ic