Estado Islâmico reivindica autoria de ataque perto de embaixada russa em Cabul

Homens que ficaram feridos por explosão perto da entrada da embaixada russa em Cabul são atendidos em hospital

Por Mohammad Yunus Yawar e Gibran Naiyyar Peshimam

CABUL (Reuters) - O Estado Islâmico reivindicou a autoria de um ataque próximo à entrada da embaixada russa em Cabul nesta segunda-feira, de acordo com o canal do grupo mlitante no aplicativo Telegram.Dois funcionários da embaixada russa em Cabul estão entre as seis pessoas que morreram quando um homem-bomba detonou explosivos perto da entrada da embaixada, em uma explosão que feriu outras 10 pessoas, disseram o Ministério das Relações Exteriores da Rússia e autoridades afegãs.

A polícia afirmou que o agressor foi morto a tiros por guardas armados quando se aproximava do portão, em um dos primeiros ataques desse tipo desde que o Taliban assumiu o poder no ano passado.

"O agressor suicida foi reconhecido antes de atingir o alvo e baleado por guardas da embaixada russa", disse à Reuters Mawlawi Sabir, chefe do distrito policial onde ocorreu o ataque.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou em comunicado que um militante desconhecido detonou um dispositivo explosivo perto da entrada da seção consular da embaixada por volta das 10h50, horário de Cabul.

"Como resultado do ataque, dois funcionários da missão diplomática foram mortos e também há vítimas entre os cidadãos afegãos", disse o ministério.

Os outros quatro mortos eram civis afegãos, afirmou Khalid Zadran, um porta-voz da polícia de Cabul.

A Rússia é um dos poucos países a manter uma embaixada em Cabul depois que o Taliban assumiu o país há mais de um ano. Embora Moscou não reconheça oficialmente o governo do Taliban, eles estão conversando com autoridades sobre um acordo para fornecer gasolina e outras commodities.

A missão das Nações Unidas no Afeganistão (Unama) condenou a explosão.

"À luz dos eventos recentes, a Unama enfatiza a necessidade de as autoridades de fato tomarem medidas para garantir a segurança das pessoas, bem como das missões diplomáticas", escreveu a ONU no Twitter, em referência ao governo taliban.