Estado natal de Chávez repete eleições após afastar o principal candidato da oposição

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Jorge Arreaza, candidato do chavismo ao governo de Barinas, Venezuela, durante turnê de campanha em 5 de janeiro (AFP/Federico PARRA) (Federico PARRA)
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    Hugo Chávez
    Presidente da Venezuela (1999-2013)
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    Nicolás Maduro
    57° Presidente da Venezuela

Depois de uma derrota iminente interrompida por uma decisão judicial, o chavismo acionou todas as suas armas para manter o controle de Barinas, o estado onde nasceu Hugo Chávez e que se tornou o centro da política da Venezuela com as eleições para governador no domingo.

“Neste domingo, nós arrasamos”, afirmou Jorge Arreaza, o candidato do governante Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), em um palco onde beijou uma réplica do herói Simón Bolívar e mostrou uma baioneta de um herói local no século 19, Ezequiel Zamora.

A sua mensagem à multidão que o aplaudia foi clara: se trata de uma disputa fundamental para o governo de Nicolás Maduro.

O valor de Barinas vai além do simbolismo de ser a terra de Chávez. Há seu potencial agrícola e petrolífero e sua proximidade da fronteira com a Colômbia, com áreas onde ativistas denunciam a mobilização de irregularidades armadas. O processo convoca 607.000 de seus 870.000 habitantes.

Além disso, 2022 é um ano em que a oposição pode tentar um referendo para revogar o mandato de Maduro.

- Mobilização estatal -

Quase 25 mil funcionários de segurança, 15.000 deles militares, foram destacados nesta sexta-feira em uma operação de segurança nunca vista antes nesta região agrícola do oeste da Venezuela. A autoridade eleitoral, em conferência de imprensa num batalhão militar, confirmou a instalação das 961 mesas em 543 centros de votação.

Em Barinas, cartazes com o rosto de Arreaza aparecem por toda parte. Ministros, governadores chavistas de outros estados e altos funcionários desfilaram por Barinas, com tarefas que vão desde a coleta de lixo até a entrega de fogões, geladeiras, televisores e casas populares.

“Eles não tiveram, como dizemos, paz com a miséria”, disse à AFP o candidato da maior aliança da oposição, Sergio Garrido.

"Barinas é agora a capital da Venezuela."

Em 21 de novembro, o PSUV estava prestes a perder o feudo de Chávez, governado desde 1998 por um membro da família do ex-presidente.

A dinastia começou com seu pai, Hugo de los Reyes Chávez (1998-2008), e continuou com seus irmãos Adán (2008-2016) e Argenis (2017-2021), que aspirava à reeleição, mas renunciou após o Supremo Tribunal de Justiça ( TSJ) mandar repetir a votação antes da vitória iminente do opositor Freddy Superlano.

Superlano foi afastado pelo TSJ, que alegou que o candidato era alvo de investigações. O opositor concentrou 37,60% dos votos contra 37,21% para Argenis Chávez.

Garrido ocupou o lugar de Superlano e Arreaza, ex-vice-presidente e ex-chanceler, assumiu a candidatura chavista.

- Linhagem -

O governador de Barinas não levará o sobrenome Chávez pela primeira vez em mais de duas décadas, embora Arreaza, 48 anos, tenha uma ligação com Chávez além da política. Ele foi genro do "comandante" e é pai de seu primeiro neto.

Para lidar com as consequências da crise econômica sem culpar o chavismo,Arreaza opta pelo discurso oficial de responsabilizar as sanções dos Estados Unidos.

Na quinta-feira houve um novo apagão em Barinas, algo comum. O governo de Maduro denunciou uma "sabotagem" para dificultar as eleições.

Diante do aparato oficial, a oposição tenta se mobilizar.

“Com grande participação, a oposição deveria vencer, mas a abstenção pulveriza suas opções”, diz Luis Vicente León, presidente do instituto de pesquisa Datanálisis.

Uma longa caravana de veículos acompanhou Garrido no encerramento da campanha: “Acabou o chavismo”, gritou um homem em um caminhão agitando uma bandeira venezuelana.

erc/jt/ba/lm/jc/ap

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