Estado do Rio terá 14 mil PMs atuando durante feriado de dez dias; na capital, áreas sensíveis serão ocupadas

Rafael Nascimento de Souza
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A Polícia Militar terá cerca de 14 mil homens atuando em todo o estado no recesso de dez dias que começa nesta sexta-feira e vai até o Domingo de Páscoa. Oficialmente, o governo do estado não vai divulgar o efetivo empregado no período, já que não quer passar a imagem de que se trata de um "feriadão". A medida, em paralelo à adoção de regras restritivas, são uma tentativa de conter o avanço da Covid-19 no Rio.

De acordo com uma fonte do alto escalão da corporação, "esse número é o adotado pela PM durante feriados longos e de grande envergadura e será utilizado nesses próximos dias”. Os militares atuarão em rondas e em diversas fiscalizações, apoiando órgãos dos municípios que adotaram suas próprias normas durante a parada.

Enquanto isso, na cidade do Rio, a Secretaria municipal de Ordem Pública (Seop) vai atuar com cerca de mil homens — entre guardas municipais e agentes da Vigilância Sanitária —, em comboios com a participação da PM, como já acontece desde o carnaval. Além disso, a Guarda Municipal terá atuação destacada em vários pontos da cidade.

O objetivo é fiscalizar e inibir possíveis desrespeitos ao decreto municipal, seja durante o dia ou à noite. Segundo a Seop, “ocupações prévias serão feitas em algumas áreas da cidade, as que apresentaram alto índice de aglomeração no carnaval”, para que isso não ocorra durante os dez dias de feriado.

O EXTRA apurou que essas ocupações momentâneas acontecerão em praias das zonas Sul e Oeste. Também receberão atenção especial, por exemplo, a Rua Dias Ferreira, no Leblon; a Lapa, no Centro do Rio; vias de Madureira, na Zona Norte; e a Avenida Olegário Maciel, na Barra.

Além disso, a partir das 7h da manhã desta sexta-feira, a Prefeitura do Rio vai montar três barreiras sanitárias: uma na Linha Amarela, na altura da saída 4, sentido Barra da Tijuca; uma segunda no Trevo das Missões; e outra na Avenida das Américas, na Grota Funda, no sentindo Barra da Tijuca. O objetivo é evitar que ônibus ou vans que não são de linhas convencionais entrem na cidade, já que a Prefeitura do Rio não quer que pessoas façam turismo no município durante os dias de feriado.