Estado de saúde de jovem baleada em ação policial na Maré é muito grave

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Maiara, de 20 anos e com cinco meses de gestação, foi balada na Maré
Maiara, de 20 anos e com cinco meses de gestação, foi balada na Maré

É muito grave o estado de saúde da jovem Maiara Oliveira da Silva, de 20 anos, baleada durante uma operação da Polícia Civil no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, na última terça-feira. Ela permanece internada no Hospital municipal Evandro Freire, na Ilha do Governador, tamém na Zona Norte. Maria estava grávida de quatro meses e, nesta quarta-feira, o bebê que ela esperava morreu.

— Ela estava feliz da vida. Não só ela, como eu e a família toda. Meu netinho ia morar comigo — conta o conferente Alberon Sales da Silva, de 48 anos, pai de Maiara. — As primas dela estavam doidas pra saber se era menino ou menina e falaram que iriam pagar a ultra pra ela fazer o ultrassom na semana que vem. Não deu tempo.

A família de Maiara e a Polícia Civil apresentaram versões divergentes da sequência de acontecimentos da tarde de terça-feira, quando a gestante foi baleada. Segundo Alberon Sales da Silva, pai da jovem, não havia confronto na Nova Holanda no momento em que a filha foi atingida. Ele também questionou o fato de a polícia não ter utilizado um veículo da corporação no socorro.

— Saí em desespero. Vi o táxi, que tinha acabado de deixar um passageiro, e pedi para o motorista ajudar.

Ao EXTRA, o coordenador da Core, delegado Fabricio Oliveira, explicou que após a operação, houve uma emboscada a policiais que se preparavam para deixar a comunidade. Ao saberem que uma moradora havia sido baleada, dois agentes prestaram socorro e depois acompanharam a vítima até o hospital. Segundo a polícia, um táxi auxiliou no socorro porque no local só havia blindados, que são veículos lentos, e a situação era urgente.