Estado tem 278 pessoas à espera de leitos de UTI para Covid; na capital, ocupação cai, mas número de internados cresce

Luiz Ernesto Magalhães
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RIO - A Secretaria estadual de Saúde divulgou, no fim da tarde desta quinta-feira, um novo balanço de casos de Covid-19 no Rio de Janeiro. A fila de espera por vagas em UTIs está em 278 pacientes, um a mais do que o relatado no último balanço. Já o tempo médio de espera por leitos de UTI é de oito horas, contra duas horas para enfermarias.

Na capital, após três dias consecutivos acima de 90%, a taxa de ocupação dos leitos de UTI caiu de 95% para 84%. Mas os 635 internados simultamente às 17h30, segundo o censo hospitalar da prefeitura, representam mais um recorde. A marca máxima anterior havia se dado na véspera, com 605 pacientes nas unidades de saúde da cidade.

Nesta quinta-feira, o prefeito Eduardo Paes anunciou que deve anunciar novas restrições contra a Covid-19 no município do Rio nos próximos dias. Paes deu a entender que as medidas serão mais extremas: o prefeito disse que vai discutir "a possibilidade de fechamento completo das coisas" e, quando indagado sobre a instalação de barreiras sanitárias e a proibição do turismo, destacou que essas medidas poderão ser tomadas "a partir das decisões do Comitê Científico".

Ainda nesta quinta-feira, no seu perfil no Twitter, Paes reforçou o discurso. O prefeito afirmou que uma das novas estratégias será a antecipação dos feriados de abril, mas sem informar quais serão as datas. No próximo mês, além da Semana Santa de 2 a 4, a capital ainda terá os feriados de 21 (Tiradentes - feriado nacional) e 23 (São Jorge - feriado estadual).

O decreto anterior passou a valer no dia 5 de março e foi ampliado até a meia-noite de segunda-feira, dia 22. Nele, o horário de funcionamento de bares e restaurantes foi estendido até as 21h. A decisão da Paes ocorreu dias após a prefeitura brigar e conseguir na Justiça uma liminar que obrigasse os estabelecimentos a respeitarem o horário de fechamento às 17h. No primeiro dia do decreto em vigor, os estabelecimentos conseguiram uma decisão judicial que permitia o funcionamento até as 20h. Outra liberação foi de serviços nas praias, incluindo ambulantes fixos e itinerantes, até as 17h, o que estava proibido no último decreto.