Estados americanos investem no combate à desinformação antes das eleições de novembro

Antes das eleições de 2020, Connecticut enfrentou uma série de mentiras sobre a votação que circulavam on-line. No Twitter, por exemplo, os usuários espalharam um post falso de que um caminhão-reboque carregando cédulas havia virado na estrada, enviando milhares delas pelos ares da Interstate 95, principal rodovia interestadual da Costa Leste dos EUA. Preocupado com uma enxurrada de possíveis mentiras em torno das eleições de meio de mandato deste ano, o estado planeja gastar quase US$ 2 milhões em marketing para compartilhar informações factuais sobre a votação.

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Connecticut também vai contratar um especialista no combate à desinformação. Com um salário de US$ 150 mil, o encarregado deverá vasculhar sites marginais como 4chan, redes sociais de extrema-direita como Gettr e Rumble e sites de mídia social para erradicar mentiras sobre as eleições antes que se tornem virais, e então pressionar as empresas a remover ou sinalizar as postagens que contenham informações falsas.

— Temos que ter consciência situacional analisando todas as ameaças à integridade das eleições - disse Scott Bates, vice-secretário de Estado de Connecticut. — A desinformação pode corroer a confiança das pessoas nas eleições, e vemos isso como uma ameaça crítica ao processo democrático.

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Connecticut se junta a um punhado de estados que se preparam para combater uma onda de rumores e mentiras sobre as eleições deste ano. Oregon, Idaho e Arizona têm campanhas educacionais e publicitárias na internet, TV, rádio e outdoors destinados a divulgar informações precisas sobre horários de votação, elegibilidade do eleitor e voto ausente. O Colorado contratou três especialistas em segurança cibernética para monitorar sites em busca de desinformação. A Secretaria de Estado da Califórnia está procurando informações erradas e trabalhando com o Departamento de Segurança Interna e acadêmicos para procurar a origem da desinformação.

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As medidas desses estados, a maioria deles sob controle democrata, ocorrem quando a confiança dos eleitores na integridade das eleições despenca. Em uma pesquisa ABC/Ipsos de janeiro, apenas 20% dos entrevistados disseram estar “muito confiantes” na integridade do sistema eleitoral.

Alguns conservadores e grupos de direitos civis quase certamente reclamarão que os esforços para limitar a desinformação podem restringir a liberdade de expressão. A Flórida, liderada pelos republicanos, promulgou uma legislação que limita o tipo de moderação de mídia social que sites como Facebook, YouTube e Twitter podem fazer, com apoiadores dizendo que os sites restringem as vozes conservadoras.

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