Estados diminuem intervalo entre doses da AstraZeneca em manobra contra variante Delta

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Vacinação tem avançado no Brasil - Foto: Getty Images
Vacinação tem avançado no Brasil - Foto: Getty Images
  • Intervalo entre aplicação das doses da vacina AstraZeneca foram reduzidos em alguns estados

  • Trata-se de uma tentativa de conter a disseminação da variante Delta

  • Apenas após a aplicação das duas doses a AstraZeneca protege contra essa cepa

Diversos estados brasileiros passaram a adotar nos últimos dias um intervalo menor entre as aplicações das doses da vacina AstraZeneca contra a Covid-19. Trata-se de uma manobra para tentar conter a disseminação da variante Delta.

O Ministério da Saúde recomenda 12 semanas de espaçamento entre a primeira e a segunda dose, protocolo que vinha sendo adotado por todo o país desde o início da vacinação.

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A própria AstraZeneca aponta que o intervalo deve ser de quatro a 12 semanas. O Brasil vinha adotando o maior período possível para que um maior número de pessoas pudesse receber ao menos a primeira dose, uma vez que ela garante cerca de 76% de imunidade após 21 dias da aplicação.

Apenas após aplicação de duas doses a vacina AstraZeneca protege contra a variante Delta - Foto: Getty Images
Apenas após aplicação de duas doses a vacina AstraZeneca protege contra a variante Delta - Foto: Getty Images

Estudos recentes apontaram, porém, que apenas após a aplicação completa da vacina – ou seja, com ambas as doses – o indivíduo está protegido contra a variante Delta. Por isso, ao menos cinco estados brasileiros decidiram alterar o protocolo e reduzir o intervalos.

Os estados que promoveram essa mudança e o período do novo protocolo para AstraZeneca são:

Além deles, Alagoas e Sergipe fizeram alterações pontuais. Já São Paulo também manifestou o interesse de reduzir o intervalo, mas vai aguardar um posicionamento da Anvisa.

A variante Delta

A variante Delta, detectada na Índia em 2020 e identificada também como B.1.617.2, preocupa por sua possível maior transmissibilidade. No Brasil, ela ainda está longe das variantes mais detectadas: a Gama (P.1) já foi confirmada em 6.838 amostras em todas as unidades federativas, segundo o boletim do ministério; e a Alfa (B.1.1.7), em 169 casos distribuídos em 14 unidades federativas.

Em alguns países de Europa e da Ásia, porém, a Delta é predominante e já motiva o endurecimento de medidas restritivas, mesmo em países com alto percentual da vacinação, como Israel, ou que conseguiram controlar bem a pandemia na maior parte do tempo, como a Austrália.

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