Estados Unidos avaliam expandir pessoal da embaixada em Cuba e permitir remessas

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O porta-voz do Departamento de Estado americano, Ned Price, em 1º de julho de 2021

Os Estados Unidos avaliam aumentar o quadro de funcionários da embaixada em Cuba e revisar a política de remessas da ilha como uma forma de apoiar o povo cubano em suas "aspirações legítimas" pela democracia, disse na terça-feira (20) um porta-voz do governo Joe Biden.

Ned Price, porta-voz do Departamento de Estado, destacou o apoio constante de Washington ao povo cubano, "inclusive no contexto dos recentes protestos", que eclodiram em 11 de julho na ilha caribenha.

Entre as "várias maneiras" de "ajudar os cubanos", ele levantou um eventual aumento do pessoal da delegação dos Estados Unidos em Havana, reduzido ao mínimo sob a presidência de Donald Trump após misteriosos "incidentes de saúde" que afetaram diplomatas na ilha.

"Estamos revisando nossos planos para aumentar o quadro de funcionários em nossa embaixada em Havana", disse Price em uma coletiva de imprensa.

“Se vamos fazer todo o possível para apoiar as aspirações do povo cubano, precisamos ter uma presença no terreno”, acrescentou, destacando que o objetivo é facilitar os procedimentos consulares, mas também melhorar a atividade diplomática e o envolvimento com sociedade civil.

Price também apontou a possibilidade de permitir novamente a transferência de dinheiro dos Estados Unidos para Cuba, suspensa por Trump.

“Formaremos um grupo de trabalho para identificar as formas mais eficazes de fazer com que as remessas cheguem diretamente às mãos do povo cubano” e garantir “que não cheguem aos cofres do regime”, afirmou.

Biden prometeu durante a campanha eleitoral reautorizar o fluxo de remessas para Cuba. Mas, na semana passada, descartou fazê-lo por enquanto porque "é muito provável que o regime confisque essas remessas ou grande parte delas".

Price insistiu que esta sempre foi a preocupação em relação às remessas, segunda fonte de divisas de Cuba depois da exportação de serviços médicos.

Esses anúncios ocorrem depois de massivos protestos contra o governo da ilha caribenha, onde por mais de seis décadas governa um único sistema partidário, o do Partido Comunista de Cuba.

“Continuaremos apoiando o povo cubano e suas legítimas aspirações aos direitos humanos, à democracia, aos valores que por muito tempo, pelo menos desde 1959, lhe foram negados”, disse Price.

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