Estagnação na indústria reforça pessimismo entre empresários

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 21.02.2019 - Still de mão segurando cédulas de real, moeda oficial brasileira. (Foto: Gabriel Cabral//Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 21.02.2019 - Still de mão segurando cédulas de real, moeda oficial brasileira. (Foto: Gabriel Cabral//Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O recuo de 0,1% no PIB brasileiro e a estagnação da indústria no terceiro trimestre do ano reforçam o pessimismo entre empresários com a retomada econômica em 2022.Para

José Ricardo Roriz, presidente da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), o resultado do terceiro trimestre "já foi". "É improvável que o último trimestre traga um resultado muito acima, a ponto de fazer o PIB do ano fechar maior do que 4%. Esse desempenho repõe somente o que perdemos na pandemia", diz

Roriz afirma que a estagnação mantém um cenário negativo para a indústria, que ainda enfrenta escassez e aumento de preços das matérias-primas, além de gargalos com fretes internacionais.

Fernando Pimentel, presidente da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil), também diz que o resultado do PIB não é bom, mas considera "forçação de barra" falar em recessão técnica.

"Estamos sentindo que a Black Friday não foi grande coisa e estamos aguardando o Natal. Tem algumas expectativas favoráveis, mas o país não pode ficar de eleição em eleição paralisando o que tem de ser feito. É um sinal de alerta para os dirigentes", diz.

Ele avalia que os ruídos políticos e institucionais tornam o ambiente volátil para atrair investimentos e crescer em 2022, e que a nova variante da Covid-19 já está prejudicando a retomada da economia.

José Carlos Martins, presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), esperava um resultado positivo para o PIB Nacional.

O setor da construção avançou 3,9% no terceiro trimestre do ano na comparação com o período anterior e deve alcançar a projeção de crescimento de 5% prevista para 2021, segundo Martins.

Mas ele explica que os resultados da construção são sempre posteriores, já que há um intervalo de meses entre a negociação e a entrega do imóvel pronto —e, por isso, a queda na venda de imóveis no último trimestre, por exemplo, deve respingar mais para frente no PIB do setor.

João Dornellas, presidente executivo da Abia (da indústria de alimentos), destaca o desempenho do setor no trimestre, que teve alta de 2,8% nas vendas em comparação com o período anterior e de 2,1% ante o mesmo trimestre de 2020.

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