"Já estamos domesticando o animal", diz ex-presidente mexicano sobre Trump

Cidade do México, 24 mar (EFE).- O México já está "domesticando o animal", mas não pode "baixar a guarda" e deve manter uma posição firme nas negociações com os Estados Unidos, afirmou nesta sexta-feira o ex-presidente mexicano Vicente Fox sobre o governante americano, Donald Trump.

"Já estamos domesticando o animal, em boa parte. As iniciativas em defesa dos mexicanos, dos migrantes, dos valores e dos direitos humanos já estão deixando uma marca e debilitando o autoritário Trump", disse o ex-líder.

Segundo Fox, o atual presidente americano está em uma dituação difícil, mas "não se deve baixar a guarda".

"No México, temos que continuar com a mesma firmeza na discussão de um acordo de livre-comércio que seja em benefício do México e dos outros parceiros, Canadá e Estados Unidos", argumentou.

Para Fox, "se vai haver um muro, que Trump o construa com o dinheiro dos americanos". No entanto, previu que "o orçamento não será sequer aprovado, está muito questionado".

O ex-mandatário mexicano acrescentou que "todas as loucuras de Trump finalmente estão terminando neste vazio que já é visto em seu respeito, em sua autoridade", pois "ninguém o leva a sério".

"As próprias entrevistas coletivas da Casa Branca são uma verdadeira piada", disse Fox, para quem "o Partido Republicano vai a pagar um grande preço por isto".

"Estão intrometidos em um verdadeiro problema, em um beco sem saída: como vão se livrar desse falso profeta que os levou ao precipício", sentenciou.

O populismo na política será um dos temas de análise do "Fórum Latino-Americano para uma Democracia Inclusiva", que será realizada na segunda-feira e na terça-feira no Centro Fox de Guanajuato, cidade do centro do México.

O encontro é organizado com a colaboração do Club de Madrid, que Fox preside atualmente, e contará com a participação dos ex-presidentes e membros da organização Laura Chinchilla (Costa Rica), Jorge Quiroga (Bolívia), Luis Alberto Lacalle (Uruguai), Eduardo Frei (Chile) e Leonel Fernández (República Dominicana). EFE