"Estamos lutando por 72h, as 12h iniciais ela reagiu bem", diz pai de menina baleada

Menina de 4 anos é baleada no Rio de Janeiro quando comprava pipoca depois da escola - Foto: Reprodução/TV Globo
Menina de 4 anos é baleada no Rio de Janeiro quando comprava pipoca depois da escola - Foto: Reprodução/TV Globo
  • A menina foi atingida na saída da escola quando comprava pipoca com a mãe;

  • "Isso é um pesadelo, quero que a verdade venha a tona", desabafou o pai enquanto acompanhava a filha no hospital;

  • Segundo Lucas, nenhum agente policial socorreu Alice depois do disparo;

Alice Rocha, a menina de 4 anos baleada na cabeça, na tarde desta quarta-feira (1º), está em estado grave, mas reagiu bem ao tratamento, confirmou o pai da criança, Lucas Rocha. "O estado dela é critico, porém ela esta estável. Estamos lutando pelas primeiras 72h, as 12h iniciais ela reagiu bem", disse ao Yahoo Notícias. "Isso é um pesadelo, quero que a verdade venha a tona", desabafou enquanto acompanhava a filha no hospital.

A criança recebeu os primeiros atendimentos na UPA da Taquara e, transferida, passou por uma cirurgia ao longo da madrugada desta quinta-feira (02), no Hospital Municipal Miguel Couto e seu estado de saúde é considerado gravíssimo. Segundo Lucas, nenhum agente policial socorreu Alice depois do disparo. "[Quem ajudou foi] a mãe dela que estava presente e a população local. Eles (policiais) não fizeram nada", contou.

A menina foi atingida na saída da escola quando comprava pipoca com a mãe. O crime aconteceu durante um confronto entre policiais e criminosos, na Rua André Rocha, na Taquara, Zona Oeste do Rio (RJ). Relatos de moradores nas redes sociais confirmam tiroteios na região desde o último dia 29 de maio. O Instituto Fogo Cruzado monitorou disparos na Taquara no dia 28.

A avó de Alice, Elaine Soares, disse ao 'Bom Dia Rio', da TV Globo, que a criança saiu da escola e parou para comprar pipoca, quando foi atingida pelo disparo.

“Ela [a mãe] me disse que foi buscá-la na escola, parou para comprar uma pipoca e estava atravessando a rua para ir pra casa... Quando ela viu, a menina estava cheia de sangue. Ela começou a gritar pedindo ajuda, e a minha neta já estava desacordada”, disse Elaine.

De acordo com a Polícia Civil, o tiroteio ocorreu quando agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) foram verificar uma denúncia de extorsão.

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