Estande do primeiro empreendimento residencial do Porto Maravilha é inaugurado nesta sexta-feira

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RIO — Presente na inauguração do estande imobiliário do primeiro empreendimento residencial do Porto, Eduardo Paes afirmou que a região está atraindo o mercado privado e que receberá outros projetos ainda este ano, inclusive da Prefeitura. O primeiro edifício residencial da localidade foi negociado pela Cury Construtora com o Fundo de Investimentos Imobiliários Porto Maravilha (FIIPM), administrado pela Caixa Econômica, que detém a maior parte das Cepacs. Segundo Paes, a prefeitura está em negociação com a Caixa Econômica Federal para renegociar os termos da Parceria Público Privado (PPP) que deu origem ao projeto Porto Maravilha.

— São coisas que acontece no Brasil. A caixa entesourou as Cepacs todas. Hoje sai uma negociação como belo exemplo do potencial da região. Mas começa aquele papo de: “O valor das Cepacs está mais baixo”. Aí o sujeito fica com medo de vender, para depois o TCU dizer que vendeu subfaturada. Então gera um receio em quem vende de responder lá na frente criminalmente por alguma coisa. Mas a gente está disposto a propor as melhores condições para a Caixa, desde que a caixa tire da gaveta as Cepacs e ponha no mercado para começar a festa. Põe um valor menor num primeiro momento, a festa vai animar, vai valorizar e recuperar todo o investimento feito no futuro.

O prefeito foi enfático ao afirmar que o projeto de revitalização do Porto Maravilho foi um sucesso desde a concepção. Ele disse que, embora tenha havido um período de desenvolvimento mais ameno por conta da crise econômica enfrentada pelo município, projetos urbanísticos de revitalização podem levar décadas para ganhar corpo. De acordo com um relatório de Oportunidades de Investimento da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio (Cdurp), há um potencial de terrenos no Porto de 2.5 milhões de m2, mas pode ser reduzido por conta das obras no Gasômetro já anunciadas pela Prefeitura, que pretende construir um terminal do VLT no local.

— Esse lançamento seja talvez um dos dias mais históricos e decisivo dessa cidade. Esse processo de revitalização é fruto da força do Rio de Janeiro. A gente com nosso complexo de vira-lata diz que as obras aqui no local foram ruins e que o projeto do Porto não foi bem sucedido, mas, qualquer um que conheça processo de revitalização urbana, sabe que essas coisas são demoradas. Vivemos a partir de 2015 uma crise econômica. Nesse período, claro, não houve projeto de revitalização urbana. Só se fossem unidades habitacionais estatais. Mas a gente precisa ter o mercado, com lógica de mercado, e algum ativismo governamental no início do processo. O ouro dessa operação é justamente isso, quanto mais a gente fizer projetos para atrair recursos privados, melhor para o desenvolvimento do Porto. É preciso que o mercado acredite na cidade. Em breve, a gente vai anunciar uma grande novidade para o galpão da prefeitura aqui ao lado.

Sobre construções populares, Paes disse que existe algumas iniciativas com construtoras que fazem os projetos do Minha Casa Minha Vida, mas não entrou em detalhes. De acordo com o presidente do Cdurp, Gustavo Guerrante, desde o início da nova gestão, acelerou a procura de empreendedores de edifícios residenciais por terrenos no Porto. Ele diz que nas próximas semanas serão anunciados novas construções, que estão em fase de arredondamento da proposta.

— De fato a festa residencial parece estar animada. A partir dos últimos três meses, eu destacaria, que o interesse aumentou. E como a Prefeitura tem alguns desses terrenos, nós estamos negociando esses espaços que tem a vantagem de serem perto do Centro.

A consultora imobiliária, Evie Kempf, afirma que residenciais próximos ao local de trabalho é uma tendência futura e o Porto oferece essas condições. Segundo ela, as novas gerações buscam morar em localidades que englobam diferentes serviços de infraestrutura, onde possam circular sem perder muito tempo fazendo viagens longas pela cidade.

— A pandemia intensificou isso. As pessoas desejam ter a moradia do lado do trabalho para ter qualidade de vida. Você ter tempo de cuidar da saúde, trabalhar, estudar em um só local. Não será uma revitalização que você pisca e acontece, pois existe um ciclo imobiliário de desenvolvimento. Mas no Porto o que se tem é esse olhar para o futuro — afirmou.

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