‘Este é o governo da conciliação entre meio ambiente e produção agropecuária’, diz Salles

Gabriel Shinohara

BRASÍLIA - O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou nesta quarta-feira que o governo do presidente Jair Bolsonaro busca harmonizar a produção agropecuária com o meio ambiente. Segundo o ministro, o Brasil é um exemplo no mundo de conciliação entre essas duas áreas. Salles participou de uma audiência na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural na Câmara.

- Esse é o governo da conciliação entre a produção agropecuária e o meio ambiente. A orientação desde o primeiro dia do presidente Jair Bolsonaro é de harmonizar justamente esse setor da nossa economia, responsável por parcela significativa do PIB, da geração de emprego, do dinamismo econômico, do respeito ao meio ambiente. Esse é o setor que sustenta a economia brasileira ano após ano. Justamente no Brasil, ao contrário de outro países, encontra absoluta sinergia entre a produção e a preservação ambiental - disse o ministro.

O ministro afirmou que o país tem uma das legislações mais restritivas do mundo na área ambiental. Salles também falou de países que criticam o Brasil por conta das políticas ambientais. Em agosto, o presidente francês, Emmanuel Macron fez críticas ao Brasil e pediu mobilização mundial contra incêndios na Amazônia.

- O Brasil tem uma legislação bastante restritiva sob a ótica ambiental, mais restritiva inclusive do que muitos dos países que durante muito se se arvoraram no direito de criticar o Brasil ou apontar alguma fragilidade - afirmou.

Salles repetiu que vai pedir recursos para a preservação ambiental no pais durante o encontro da COP25, que começará na próxima semana em Madri, Espanha. Em agosto, Noruega e Alemanha bloquearam as contribuições que davam ao Fundo Amazônia, destinado a preservação da floresta. Os países europeus alegaram insatisfação com as políticas ambientais do governo brasileiro.

- A missão nossa na COP é fazer valer a promessa de países ricos para com os países em desenvolvimento de prover recursos no montantes e no objetivo necessários e suficientes para que se remunere por aquele o trabalho que o Brasil já faz, nós não vamos passar a fazer, o Brasil já faz.