Este jovem em processo de transição de gênero ganhou uma inesperada homenagem de sua família

Equipe HuffPost
Vídeo em que Richard Alcântara, de 22 anos, foi surpreendido por familiares usando fita para esconder os seios, como ele, viralizou nas redes sociais.

Há um ano, Richard Alcântara, de 22 anos, sofria com o processo de autoaceitação e com a possibilidade de ser rejeitado por familiares ao se apresentar como um homem trans a eles pela primeira vez. Mas o contrário aconteceu. Ele, que ainda está em processo de transição de gênero, ganhou uma homenagem dos homens de sua família no último sábado (5). 

“Essa é uma demonstração de amor incondicional de uma família”, escreveu Yuri Almeida, namorada de Richard, ao publicar o vídeo da homenagem nas redes sociais, que já conta com mais de 8 mil compartilhamentos. Nele, homens da família de Richard surpreendem ao usarem fitas adesivas para esconder os seios, assim como o jovem, que aguarda pela mastectomia.

Assista ao vídeo abaixo:

 

“Um ano atrás ele sofria com a fase de aceitação e temia a rejeição da família, já atentou contra a própria vida por consequência de depressão, mas o que ele não sabia é que tudo tem seu tempo, nada acontece por acaso”, conta Yuri. ”(...) Preconceito não tem espaço onde amor e respeito se fazem presentes!”

Em um segundo vídeo, é possível ver a emoção do jovem:

 

A homenagem aconteceu em um churrasco de família, realizado em Caçapava, cidade do interior de São Paulo. Richard, atualmente, mora em São Caetano do Sul, no ABC, na Grande São Paulo e trabalha como auxiliar de cozinha.

Esta seria a primeira vez que ele ficaria sem camisa em um evento de família ― e se sentiu envergonhado ao ficar próximo da piscina, mas foi surpreendido pelo acolhimento de sua família. No momento, ele guarda dinheiro e busca um profissional para realizar a cirurgia para retirar os seios, a mastectomia. 

Com frequência, Richard usa as redes sociais para falar sobre seu processo de transição. Quando ficou sem camisa pela primeira vez na praia, escreveu que ainda lida com a disforia, mas tem “coragem e determinação” para isso.

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