Estelionatários de SC que deram golpe de R$ 1 milhão presos no Rio viram réus na Justiça

O juiz Marcello Rubioli 1ª Vara Especializada do Tribunal de Justiça do Rio recebeu a denúncia do Ministério Público contra Willian Teixeira Chicorsky, Diego Luís Pereyra Ferreira, Angélica de Jesus Albercht e Fernanda Natalina dos Santos Lima pelos crimes de associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo. De acordo com a promotora Glícia Pessanha Carvalho Viana, o esquema do grupo de Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina, preso no Leblon, na Zona Sul do Rio, consistia na aplicação de golpes mediante emprego de cartões virtuais adquiridos na “deep web” e de transferências de altas quantias para contas correntes de “laranjas”.

Na denúncia, ao qual O GLOBO teve acesso, Glícia Pessanha Carvalho Viana pontua que as investigações tiveram início quando seguranças de um shopping na região suspeitaram dos indivíduos, que estavam comercializando joias dentro de uma loja. Após abordar os jovens e seguir para o apartamento alugado por eles, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade, os policiais da 14ª DP (Leblon) localizaram no imóvel uma pistola com a numeração raspada, carregadores, munições, além de cerca de R$ 4.600 e 11 aparelhos celulares.

Segundo o inquérito, com os valores do golpe, o grupo realizava compras de bens de luxo, como joias, para revender. Eles se beneficiariam do esquema e ostentavam uma vida de luxo, com uso de carros e motos importadas, lanchas e jetski. Na delegacia, os bandidos ofereceram R$ 150 mil aos policiais para serem liberados. Eles foram autuados em flagrante por estelionato, associação criminosa, corrupção ativa e posse de arma de fogo de uso restrito.

Na mesma decisão que os tornou réus no processo, Marcello Rubioli também converteu a prisão preventiva de Fernanda em domiciliar com monitoramento eletrônico. A moça, enquanto sua prisão em flagrante era efetivada, pela delegada Daniela Terra, titular da 14ª DP, entrou em trabalho de parto e foi levada às pressas para o Hospital Municipal Miguel Couto, no mesmo bairro. Dois dias depois, após receber alta, mãe e filha foram encaminhadas para o sistema prisional do Rio.

Reconhecendo a aplicação do princípio da fraternidade, o magistrado determinou que Fernanda cumpra a segregação cautelar no endereço de um contrato de locação do Rio apresentado por ela, permitindo o acesso, sempre que necessário, da autoridade policial; e fique proibida de manter contato com testemunhas do caso ou terceiros, salvo familiares próximos, profissionais da saúde e advogados constituídos por ela na ação.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos