Estigma dificulta acesso de pessoas com diagnóstico de transtorno mental ao mercado de trabalho

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SÃO PAULO — Acompanhamento psicológico e medicamentos são essenciais para a saúde mental de Manoel Nogueira, de 55 anos, que recebeu diagnóstico de depressão e transtorno de ansiedade há sete anos. Mas o trabalho, conta, tem sido o melhor remédio.

Repositor de produtos na rede de mercados SuperPrix, no Rio, Nogueira valoriza, além do salário, um lugar no mercado de trabalho, o convívio social e a sensação de ser visto, benefícios muitas vezes negados a pessoas com transtornos mentais no país.

— Foi o trabalho que me recuperou — diz. — Para uma pessoa que está com transtorno mental, é essencial conviver com as pessoas, ocupar a cabeça e se sentir útil. A depressão mexe com a memória, com a concentração, e o trabalho me devolveu isso.

Nas empresas, no entanto, o assunto transtorno mental ainda tem uma certa aura de tabu. No país mais ansioso do mundo (com 20 milhões de casos) e o quinto mais deprimido (com 12 milhões de casos), não há leis de incentivo à contratação das pessoas afetadas por esses problemas.

Saiba mais sobre as desigualdades no acesso a oportunidades de emprego para pessoas com diagnóstico de transtorno mental e conheça algumas iniciativas para lidar com isso.

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