Estilistas negros criam e-commerce para manter os negócios ativos na pandemia

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Quatro meses antes de o distanciamento social ser sugerido como forma de conter o avanço do novo coronavírus, em março de 2020, o coletivo Pop Afro estava num momento interessante, com uma loja no Madureira Shopping e crescendo nas redes sociais. Aí veio a pandemia e a turma precisou se reinventar diante da crise instalada. Para movimentar o caixa, o grupo lançou a campanha “Pop Afro Resiste”, cujo objetivo central é divulgar sobre a importância do black money. “Ou seja: dinheiro de preto circulando na mão de preto”, explica Ligia Parreira, porta-voz da ação e diretora criativa da marca Devassas.com. “A ideia é aumentar a corrente e potencializar forças, pois nossos negócios importam. A iniciativa conta com maior presença digital, em eventos on-line. Ah, e vamos lançar o e-commerce ainda este mês. A intenção é disseminar criações antirracistas em todo o Brasil”, acrescenta a estilista.

Além da Devassas.com, as grifes Atitude Negra, Yolo Love & Co, Galo Solto, Roxo Amora, Axante Presentes, VB Atelier, Balaio da Gata Preta e Ateliê Macladê mostram toda a força do coletivo negro. “Isso não é apenas uma junção de pessoas, aqui somos uma família. Discutindo, rimos, discordamos, mas no final sempre chegamos a uma conclusão: que juntos somos mais fortes”, diz Caio Cesanasc, estilista Yolo Love & Co. “Estar num coletivo de moda preta é saber que o seus parceiros querem que você floresça. É saber que você tem com quem trocar”, observa Drayson Menezzes, da Galo Solto. “Já cansei de ligar e mandar mensagem para os outros criadores para pegar instrução, o caminho das pedras.”

Ligia afirma que a missão do coletivo é “fazer da moda um ato político e democrático, sem elitismo a partir de desenhos autorais, incentivando o crescimento da cadeia produtiva negra.”

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