‘Estou bem otimista. O câncer foi detectado no tempo certo’, diz Roberto Justus sobre tumor na bexiga

Após usar as redes sociais para informar que precisará passar por sessões de quimioterapia preventiva depois de descobrir um câncer na bexiga, o empresário Roberto Justus disse com exclusividade ao GLOBO que está bem e otimista com os próximos passos que terá de enfrentar no tratamento e cura da doença.

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— Peguei no tempo certo! Estou bem otimista com as possibilidades de resolver esse desafio — disse.

Justus, que sempre se orgulhou em ter uma vida saudável, longe de qualquer vício, e enfatiza que nunca colocou uma gota de álcool na boca ou fumou cigarro até hoje, descobriu a doença durante um exame de rotina. Mas que já fez uma cirurgia para a retirada do cisto.

— Durante um check-up que faço rigorosamente em dia, todos os anos, eu descobri um divertículo em cima da bexiga, pra quem quer entender melhor, talvez um cisto, que tinha uma coisa sólida dentro. Operamos, abrimos e descobrimos que era mesmo um tumor maligno. Então eu tinha um câncer de bexiga invasivo, só que foi tirado em tempo. Quando trata o assunto precocemente, o câncer não é uma sentença de morte pra ninguém — afirmou.

Em entrevista ao GLOBO, o urologista do Hospital Vila Nova Star e chefe da Urologia da Unifesp, Fernando Almeida, explica que há dois tipos de câncer de bexiga. O melhor cenário é aquele que o tumor está na superfície e não penetrou a parede do músculo do órgão, pois é mais fácil de tirar e tratar. O outro, mais invasivo e complicado, é quando o câncer invade a parede do órgão e precisa de cirurgia para removê-lo. Infelizmente foi o caso de Justus.

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— O tumor do apresentador parece que estava dentro de um divertículo, ou seja, já tinha corrompido uma parede fina e poderia entrar mais profundamente no órgão, correndo grandes riscos de saúde. Por este motivo foi necessária uma cirurgia mais invasiva e agora, posteriormente, um tratamento via quimioterapia — explica o médico.

Câncer de bexiga

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que para cada ano do triênio 2020/2022, sejam diagnosticados no Brasil 10.640 novos casos de câncer de bexiga (7.590 em homens e 3.050 em mulheres). O câncer de bexiga ocorre principalmente em pessoas mais velhas, cerca de 90% dos pacientes com esse tipo de câncer têm idade superior a 55 anos, sendo a média no momento do diagnóstico de 73 anos. De forma geral, a chance dos homens terem câncer de bexiga é de cerca de 1 em 27, enquanto para as mulheres é de cerca de 1 em 89.

Sinais e sintomas

O que tem de ser observado de primeiro é a urina quando o assunto é câncer de bexiga. Sendo o sangue o primeiro sintoma. Não existe uma quantidade de sangue suficiente para alterar a cor da urina, e também pode estar presente em um dia, mas ausente no outro. No caso do diagnóstico positivo, nos estágios iniciais, causam pouco sangramento, e pouca ou nenhuma dor.

A cor da urina pode ser um pouco mais alaranjada, ou um amarelo mais escuro. Pequenas quantidades de sangue podem ser encontradas no exame de urina realizado por outros sintomas ou como parte de um exame médico de rotina.

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Outros sintomas relacionados com a urina que pode ser um sinal de alerta são pequenas mudanças nos hábitos, como por exemplo, urinar com frequência maior que o habitual, sensação de dor ou queimação, urgência em urinar mesmo quando a bexiga não está cheia e um fluxo urinário mais fraco que o normal.

Esses sintomas também podem ser causados por uma doença benigna, como infecções, tumores benignos, cálculos na bexiga, bexiga hiperativa ou por aumento de tamanho da próstata, por isso, é importante procurar um médico nos primeiros sintomas, para que a causa seja diagnosticada e tratada, se necessário.

Forma avançada da doença

Em casos mais graves, os sintomas podem avançar e provocar outros tipos de manifestações, além dos iniciais já citados, como por exemplo, o fechamento do canal urinário em consequentemente a impossibilidade de a pessoa urinar, dores lombares, perda de apetite, fraqueza, inchaço nos pés e pernas, dor óssea, perda de peso, e até mesmo a diminuição do funcionamento dos rins.

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Cerca da metade dos casos de câncer de bexiga são diagnosticados quando ainda estão confinados à camada interna do órgão (não invasivo ou in situ). Em cerca de 35% dos pacientes diagnosticados o tumor já invadiu as camadas mais profundas, mas está ainda contido na bexiga. Na maioria dos demais casos, o câncer se disseminou para tecidos ou linfonodos próximos à bexiga. Raramente (em torno de 4% dos casos), o tumor se disseminou para locais distantes.