'Estou conversando com muita gente que participou do golpe com a Dilma', diz Lula

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na manhã desta terça-feira que tem conversado com políticos que apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff em 2016. Segundo ele, é preciso conversar com quem participou do "golpe" para avançar nas articulações em sua pré-candidatura à Presidência da República. Na entrevista, Lula também disse que vai conversar com o mercado financeiro "na hora que eu tiver interesse".

A declaração foi feita durante entrevista à rádio Bandeirantes de Porto Alegre, cidade que o petista deve visitar nesta quarta-feira para um ato em defesa da soberania nacional. O evento reunirá partidos políticos, centrais sindicais, movimentos sociais e personalidades em torno da pré-candidatura de Lula.

— Obviamente eu não faço política parado no tempo e no espaço. Eu faço política vivendo o momento que estou vivendo. E agora estou conversando com muita gente que participou do golpe com a Dilma. Porque se não conversar, não faz política — declarou o ex-presidente.

Questionado sobre como ele e Geraldo Alckmin, pré-candidato a vice em sua chapa, lidam com o fato de o então governador paulista ter apoiado o impeachment de Dilma, Lula negou que isso tivesse ocorrido.

— Não fale isso, que não é verdade. O Geraldo Alckmin não só era contra (o impeachment), como ele pediu um parecer de um advogado, que deu um parecer contra o impeachment. O Alckmin é um homem de bem e um companheiro que vai me ajudar de forma extraordinária a consertar este país — disse o petista.

Alckmin, enquanto governador de São Paulo pelo PSDB, chegou a endossar o apoio popular à cassação do mandato da então presidente em declarações e até em vídeo divulgado em uma rede social, em 2016. Em entrevistas, ele negou que usar o impeachment fosse um risco para tirar do poder governos impopulares, e disse que o PSDB agiu corretamente ao votar favoravelmente ao processo.

Ultimamente, o ex-tucano tem dito que "sempre foi cuidadoso nessa questão" e que "não votou" nas sessões que levaram à deposição da presidente. Ele diz que Dilma é uma pessoa "honrada e séria", e que "mandato popular tem que ser respeitado".

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