Estou focado nas classes C, D e E para ir ao 2º turno, diz Jilmar Tatto

CAROLINA LINHARES
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*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 01.10.2020 - Jilmar Tatto, candidado do PT à Prefeitura de São Paulo, durante debate da Band. (Foto: Bruno Santos/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 01.10.2020 - Jilmar Tatto, candidado do PT à Prefeitura de São Paulo, durante debate da Band. (Foto: Bruno Santos/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em sabatina realizada pela Folha de S.Paulo e pelo UOL nesta sexta-feira (30), Jilmar Tatto (PT), que tem 4% de intenções de votos segundo o último Datafolha, afirmou que estará no segundo turno e, para isso, mira os votos das classes C, D e E.

Tatto afirmou que sua situação nas pesquisas se deve ao fato de que a população, em meio à pandemia, ainda não está envolvida em eleição, já que, segundo ele, o PT tem 20% da preferência do eleitorado paulistano e tem capilaridade na cidade de São Paulo.

"Onde está o meu problema? Eu preciso me tornar conhecido. A cada dia que passa, eu me torno mais conhecido e vou acabar crescendo, principalmente naquilo que é a razão da existência do PT, nas classes C, D e E. É esse perfil, esse eleitorado que eu quero atingir e estou focado nesse primeiro momento. Evidentemente que quero o voto de todos, mas estou focado para ir ao segundo turno principalmente em quem ganha até cinco salários-mínimos", disse.

Tatto afirmou que as pesquisas erram muito e que a hipótese de não estar no segundo turno não existe. "A hora que a periferia se levantar vocês vão ter uma grande surpresa", disse.

O candidato reforçou o dado do Datafolha, de que o ex-presidente Lula (PT) tem atuação melhor como cabo eleitoral em comparação ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e ao governador João Doria (PSDB).

Tatto afirmou que tem experiência nas campanhas de rua pelo PT. "Eu sei quando o PT é bem-aceito na rua. Em 2016, não era. Em 2018, melhorou. Em 2020, está maravilhoso conversar com as pessoas na periferia", disse.

O candidato do PT disse ainda que o maior problema da cidade é a desigualdade social, acentuada na pandemia. Ele defendeu propostas como criar cooperativas de trabalho, implementar a renda básica da cidadania -proposta de Eduardo Suplicy (PT) agora apoiada pelo prefeito Bruno Covas (PSDB)-- e adotar o passe livre de forma gradual.

A gratuidade no transporte seria dada a desempregados e pacientes em seu trajeto para consultas e cirurgias. Além disso, a tarifa cairia para R$ 2 aos domingos, feriados e de madrugada.

Questionado pelo aumento da tarifa quando foi secretário dos Transportes na gestão de Fernando Haddad (PT), Tatto respondeu que agora a cidade tem dinheiro em caixa para implementar a tarifa zero ao contrário daquela época, quando havia crise econômica.

Tatto foi deputado federal de 2007 a 2015 e secretário de Transportes e de Abastecimento de São Paulo nas gestões de Fernando Haddad e Marta Suplicy.