Estratégia política? Candidato à presidência da Colômbia alega medo para não fazer campanha

Ameaças reais contra sua integridade física ou estratégica política? A pouco mais de uma semana do segundo turno da eleição presidencial na Colômbia, a decisão do candidato favorito, Rodolfo Hernández, de não participar de eventos públicos gera polêmica. Após ter ficado de fora dos comícios na campanha para o primeiro turno, ele agora alega a ausência em nome de sua segurança.

“Começou a circular na Colômbia rumores de que Gustavo Petro e seus assessores poderiam atacar com violência aqueles que não pensam como eles”, disse o empresário da construção e ex-prefeito de Bucaramanga, que recebeu 28,1% dos votos no primeiro turno, em 29 de maio. “Chegam alertas de que estão tentando me matar”, denuncia Hernández.

A notícia ganha destaque na Colômbia após o vazamento de vídeos em que o senador Roy Barreras, um dos articuladores da campanha do esquerdista Gustavo Petro, aparece desenhando estratégias contra seus rivais. O fato foi usado por Rodolfo Hernández para evitar aparições públicas às vésperas do segundo turno, que acontece em 19 de junho.

Para o cientista político da Universidade de Rosario de Bogotá, Iann Basset, a estratégia pode esconder mais do que o receio de um atentado. “Se essa é a razão, [não se expor em público] nos parece algo excessivo. Obviamente que na Colômbia é preciso ter prudência, mas não sei se tem outras razões para pensar que ele esteja em perigo”, revela em entrevista à jornalista Aida Palau, da RFI.


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