Estrelas do vôlei de praia se unem e não se inscrevem no novo Circuito Brasileiro

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Medalhista olímpico em 2016, Alison não se inscreveu para a primeira etapa do circuito brasileiro (Foto: Elsa/Getty Images)
Medalhista olímpico em 2016, Alison não se inscreveu para a primeira etapa do circuito brasileiro (Foto: Elsa/Getty Images)

O que era para ser um início de renovação do vôlei de praia brasileiro, começa com rejeição de algumas das principais duplas nacionais.

Atletas se uniram e decidiram não participar da disputa da primeira etapa do Circuito Brasileiro. A principal insatisfação é com o novo formato da competição que encerrou suas inscrições às 17h desta quarta-feira (19) sem contar com a maior parte da nata do esporte.

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Outra queixa dos jogadores foi a respeito do processo de implantação do novo sistema. Segundo os atletas eles não se sentiram parte do processo de mudanças e por isso resolveram protestar.

Duplas como Duda e Ana Patrícia, considerada a melhor do país na atualidade e os líderes do ranking Vitor Felipe/Renato e Carol/Bárbara Seixas também optaram por não jogarem a competição.

Outro que ficou de fora foi o campeão olímpico em 2016, Alison que já havia tomado essa decisão antes mesmo de entrar de férias, mas integra o grupo de jogadores incomodados com a nova forma proposta pela CBV.

Em contato feito pela reportagem do Globoesporte.com, Vitor Felipe, que faz dupla com Renato, fez duras críticas ao novo formato do Circuito Brasileiro.

“A decisão não foi só minha, foi tomada com a comissão e com 95% dos atletas. Saiu o regulamento e não ficamos de acordo com muita coisa, sem pensar individualmente, pensando no vôlei de praia como um todo. A gente decidiu não se inscrever para tentar uma melhora. Não tinha como aceitarmos tudo isso, visando os próximos anos, porque a França está logo ali. O vôlei de praia sempre trouxe medalha, no Japão foi a primeira vez que não trouxe. Temos uma história a ser respeitada. Queremos brigar pelo que a gente merece. Queremos respeito, é a palavra principal de tudo isso. A gente merece, temos muitas medalhas e atletas renomados que merecem esse respeito” desabafou.

Vitor Felipe falou das divergências dos atletas em relação ao regulamento.

“Dentre várias coisas que vem chamando atenção no regulamento, a parte mais absurda e simples é o direito de se jogar. Se olhar no qualifying, no regulamento, diz que o atleta só terá a chance de jogar um set de 25 pontos. Você não tem direito nem a jogar a melhor de três, que é a regra do vôlei de praia. A gente treina tanto para o atleta buscar seu espaço para jogar só um set. Eu achei absurdo, porque o mínimo é poder jogar e diminuíram. Eu não entendo”, explicou.

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