Estudante é baleada e esfaqueada na Zona Norte do Rio; familiares acusam o ex-marido

Um mecânico, de 34 anos, é suspeito de atacar a socos, pontapés, tiros e facadas, a ex-mulher, a estudante do ensino médio Nathália Maria da Silva, de 29 anos, na tarde de quarta-feira (15), em Brás de Pina, na Zona Norte do Rio. O filho do casal de 5 anos, que é autista, presenciou o ataque. Após a agressão, ele deixou o local com a criança, que só foi entregue dois dias depois na 33ª DP. Laís está internada em estado grave no Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo.

Segundo a irmã da vítima, a manicure Laís Maria da Silva, 26, Nathália estava voltando de uma consulta médica com o filho quando foi parada pelo ex-marido, que estava em um carro. Os dois entraram no veículo, onde ela foi espancada, esfaqueada e baleada. Em seguida, ele a deixou ferida em uma rua, onde foi encontrada desacordada. Ela foi levada para o hospital. Ainda segundo Laís, o agressor não aceitava o fim do relacionamento com a ex-mulher e chegou a sumir com a criança por dois dias.

— Eles ficaram juntos por sete anos e há um ano estavam separados. Ele não aceitava que ela não queria ele mais. Então, desde o fim do relacionamento ele passou a persegui-la, agredi-la e ameaçá-la. Antes mesmo do termino, ele já havia batido na minha irmã. Eles chegaram a morar juntos em Cabo Frio (cidade da Região dos Lagos) e ela fugiu de lá duas vezes após ele quase matá-la — conta Laís.

O agressor, de acordo com parentes de Nathália, também era agressivo com a família dela. Ele teria agredido a mãe e a avó da jovem, uma idosa de 65 anos.

— Ele a agrediu várias vezes. Ele já bateu na minha mãe, na minha avó. Ele a perseguia na rua. Uma vez, um tio meu teve que sair de casa para salvá-la na Pavuna, A minha irmã chegou a tentar registrar o boletim de ocorrência contra ele duas vezes. Mas ela não tinha o endereço dele – lamenta a manicure.

O filho dos dois estava desaparecido desde o dia do ataque. Nesta quinta, a mãe do suspeito esteve na 33ª DP (Realengo) e entregou o menino.

Nathália passou por uma cirurgia Hospital Municipal Albert Schweitzer e segue em estado grave. Mas, segundo os parentes, ela tem apresentado melhoras substanciais.

— Nathália está tendo uma boa evolução. Hoje ou amanhã, se as secreções do pulmão saírem, eles vão retirar os equipamentos. Ela está sedada, mas bem, graças a Deus. A minha irmã ainda está inchada, por conta dos socos. Mas, ela vai sair dessa.

A agressão foi registrada na 33ª DP, que será a distrital responsável pela investigação.

Dados do Instituto de Segurança Pública do Rio (ISP) mostram que foram registrados 47 casos de feminicídio de janeiro a abril deste ano. No mesmo período foram contabilizados 108 casos de tentativa de feminicídio. O último caso de feminicídio aconteceu no último dia 12 de junho, dia dos namorados.

Lais Batista da Silva Rocha dos Santos, de 25, foi morta pelo namorado, Magno de Pinho Rocha, 29, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. De acordo com parentes da vítima, o casal estava junto há 15 dias e o homem assassinou a namorada após sentir ciúmes.

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