Estudante é agredida e enforcada em ataque homofóbico no interior de SP

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Amigos e familiares de vítima de homofobia protestam contra ataque em Eldorado (interior de São Paulo) - Reprodução/G1
Amigos e familiares de vítima de homofobia protestam contra ataque em Eldorado (interior de São Paulo) - Reprodução/G1
  • A Polícia Civil de SP investiga a agressão a uma estudante de 19 anos que sofreu ataque homofóbico

  • Crime ocorreu durante uma festa de aniversário em Eldorado, no interior do estado

  • Até o momento, ninguém foi preso

A Polícia Civil de São Paulo investiga a agressão a uma estudante de 19 anos que sofreu um ataque homofóbico durante uma festa de aniversário em Eldorado (interior do estado). Até o momento, ninguém foi preso.

Durante a celebração, um tio da aniversariante se aproximou, tocou no ombro da jovem e passou a ofendê-la. "Ele dizia que eu não devia estar ali, pois era um ambiente de família, que era uma vergonha eu estar ali, e que não gostava de pessoas homossexuais, tudo em tom de grosseria", disse a vítima, que preferiu não se identificar, em entrevista ao portal G1.

Assustada, a estudante levantou da cadeira onde estava sentada para ir embora do local. No entanto, o homem a agarrou pelo pescoço e passou a enforcá-la, enquanto também a agredia. Ambos caíram no chão e foram separados com a ajuda dos familiares da aniversariante.

Assim que conseguiu sair das agressões, a estudante conta que correu para o banheiro, assustada e nervosa. "Tentavam me acalmar, mas eu chorava e tinha muita raiva. Nunca tinha passado por algo assim antes", disse ela, que após o ataque homofóbico foi embora da festa.

Acompanhada pela mãe, a jovem registrou boletim de ocorrência na manhã seguinte. "Ela tinha lesões e estava bem chocada, chorando muito", relatou a matriarca ao G1. "Eu me senti péssima quando soube. Quando você vê isso acontecer longe, reage de outra forma; mas quando é perto, você fica com ódio e sente vontade de fazer justiça com as próprias mãos, não dá pra descrever", desabafou.

Segundo o G1, o caso foi registrado na Delegacia Sede de Eldorado. Um inquérito foi aberto para apurar o crime de injúria racial e lesão corporal, sob o comando do delegado Tedi Wilson de Andrade. A jovem passou por exame de corpo de delito. O investigado, a vítima e testemunhas já foram ouvidas. A investigação encontra-se em fase de diligências finais.

Familiares e amigos da estudante organizaram uma passeata pelo direito à liberdade e à diversidade pela cidade. Durante a manifestação, os participantes seguravam balões coloridos e cartazes com as frases "Homofobia é crime", "Tudo começa pelo respeito" e "O amor nunca deve significar ter medo".

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