Estudante de Física desenvolve aplicativo sobre visão de indígenas sobre os astros

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RIO - Estudante do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) desenvolveu um aplicativo sobre astronomia dos povos indígenas. O Ayakamaé, que já pode ser baixado na Play Store do Google, foi desenvolvido pelo estudante Giovani Barreto, da licenciatura em Física do Câmpus Registro.

O aplicativo tem três módulos — Lua, Constelações e Sol — que dão acesso a atividades que contemplam tanto os saberes indígenas quanto o conhecimento científico. Para criar esses módulos, Giovani se inspirou no formato do aplicativo Duolingo, desenvolvido para o estudo de idiomas.

Ele explica que o módulo Sol envolve atividades relacionadas à movimentação do sol; o módulo Lua propõe atividades que tenham a ver com as fases da lua e a sua influência sobre a terra; o módulo Constelações, por sua vez, traz atividades que explicam, por exemplo, como as constelações afetam o clima e os fenômenos naturais, na percepção dos indígenas. A ferramenta também traz um pouco da história de cada um dos quatro povos escolhidos para comporem o app.

O aplicativo é produto do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do estudante, que deve ser apresentado no final do ano.

A Astronomia, paixão de Giovani desde 16 anos, entrou no radar do estudante no 6º semestre da graduação, quando o assunto foi rapidamente abordado durante uma aula. Apesar de ter ficado com a ideia na cabeça, foi a professora Natália Bortolaci, sua orientadora, quem o estimulou a pensar efetivamente sobre a ciência na ótica das culturas.

Já para pensar a astronomia na forma como ela é abordada mais tradicionalmente dentro da Física, Giovani teve o apoio do professor Gregori Moreira, seu coorientador, que também foi quem sugeriu a criação de um aplicativo.

No aspecto teórico, Giovani explica que o aplicativo foi pensado para que seja possível ter um olhar para a ciência considerando que há outros saberes no âmbito da Astronomia, provenientes dos povos originários do Brasil.

— Não se trata de descartar a produção acadêmica europeia, e sim de dar destaque aos valores brasileiros. É resgatar os valores culturais brasileiros e criar uma ponte com a produção do conhecimento científico — afirma o jovem.

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