Estudante que matou gamer com golpes de faca e espada não tem doença mental, diz laudo

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Guilherme confessou o assassinato -  Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
Guilherme confessou o assassinato - Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
  • Guilherme Costa confessou ter matado Ingrid da Silva em fevereiro, com golpes de faca e espada

  • A defesa do rapaz alega que ele sofre de distúrbios psicológicos e por isso teria cometido o crime

  • A perícia, porém, contestou a afirmação e garantiu que Guilherme não possui doenças mentais

O laudo realizado por peritos concluiu que o jovem responsável pelo assassinato de Ingrid Oliveira Bueno da Silva, de 19 anos, não possui distúrbios mentais. Guilherme Alves Costa, 18, matou a gamer utilizando uma faca e uma espada.

De acordo com informações do G1, o exame requisitado pela Justiça de São Paulo foi feito em abril, após pedido da defesa do réu. Os advogados argumentavam que Guilherme havia assassinado Ingrid durante um surto psicótico e, por isso, pediam a transferência dele da cadeia para um hospital psiquiátrico.

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O resultado da perícia, porém, considerou que o suspeito é imputável, ou seja, pode responder criminalmente pelo episódio e possivelmente será levado a júri popular, dependendo da decisão da juíza responsável pelo caso.

Guilherme responde pelo crime de homicídio e, se condenado, pode pegar 30 anos de prisão. Ao G1, porém, a defesa do rapaz contestou o resultado do exame e informou que pediria uma contraprova.

"A defesa ainda defende a tese de que o Guilherme precisa de um tratamento, precisa de uma absolvição imprópria, com aplicação de medida de segurança. Pois ele não pode cumprir sua pena e retornar para a sociedade sem um devido tratamento para os sintomas que ele apresenta, para as doenças mentais e tudo", considerou o advogado João Marcos Alves Batista.

Ingrid foi assassinada em fevereiro - Foto: Arquivo Pessoal
Ingrid foi assassinada em fevereiro - Foto: Arquivo Pessoal

A defesa argumenta que o suspeito sofre de esquizofrenia e distúrbios de psicopatia e tem ouvido vozes dentro da prisão. Os advogados afirmam que não há outra explicação para Guilherme ter matado Ingrid.

"Não sabemos informar o real motivo, pois nem ele mesmo sabe o explicar. Nossa opinião é que ele teve algum ataque ou surto psicótico. Ele não sabe nos informar, porque nos disse que não lembra de mais nada do que houve naquele quarto."

Relembre o crime

Guilherme assassinou Ingrid no dia 22 de fevereiro, em Pirituba, bairro da Zona Norte de São Paulo. A garota foi encontrada com marcas de facadas na casa do rapaz.

Segundo a investigação, os dois se conheceram cerca de um mês antes do crime, em meio a partidas de um jogo para celular. Ingrid inclusive jogava profissionalmente e era conhecida como Sol no meio gamer.

Após o assassinato, Guilherme chegou a fugir, mas foi convencido pelo irmão a se entregar. Ele gravou um vídeo e compartilhou imagens admitindo a autoria do crime, antes de se apresentar à polícia.

Segundo o irmão, Guilherme disse que matou Ingrid porque ela “tinha atravessado seu caminho”. À polícia, o suspeito revelou ter escrito um livro no qual explicava que cometeu o crime porque "planejava um ataque contra o cristianismo”.

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