Estudantes acusam professor de assédio sexual na Unesp

Alunas da Unesp acusam professor de assédio sexual. (Foto: Reprodução Redes Sociais)
Alunas da Unesp acusam professor de assédio sexual. (Foto: Reprodução Redes Sociais)

Alunas da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) fizeram um protesto nesta sexta-feira (1) no campus Bauru (SP). Elas acusam o professor Marcelo Magalhães Bulhões, do departamento de Ciências Humanas, de assédio sexual.

Durante a manifestação, alguns cartazes foram expostos pelo campus. Eles traziam a reprodução de mensagens com conotação sexual que o professor teria enviado para algumas estudantes.

Um dos cartazes mostrava um print de uma mensagem enviada por Bulhões, em que ele teria dito: "A verdade é que nosso desejo não passa”.

Nas redes sociais, alunos convidaram para um ato contra o professor: “Assediadores não passarão”, escreveu uma aluna. Os estudantes criaram uma petição pública pedindo o Há uma petição pública, que já conta com mais de mil assinaturas, pedindo a exoneração do professor. Para assinar a exoneração do docente.

Durante a tarde, seguranças da universidade retiraram os cartazes. Marcelo nega as acusações. A Unesp divulgou uma nota afirmando que está acompanhando as manifestações.

Cartazes com prints de conversas do professor com alunas foram expostos no campus Bauru da universidade. (Foto: Reprodução Redes Sociais)
Cartazes com prints de conversas do professor com alunas foram expostos no campus Bauru da universidade. (Foto: Reprodução Redes Sociais)

Esta não é a primeira vez que o nome do professor é vinculado a assédio na universidade. Em 2017 houve até mesmo a abertura de uma sindicância administrativa contra ele.

Na ocasião, segundo nota da Unesp, a comissão sindicante decidiu pelo “arquivamento dos autos com recomendações, tais como instauração de mecanismos para fomentar medidas educativas e elucidativas sobre assédio”. Em nota o docente disse que ficou estarrecido com as acusações e que em 28 anos como servidor da universidade não há "indício concreto do que se pode ser classificado como assédio" que ele tenha praticado.

Relatos de assédio

Uma ex-aluna da Faculdade de Arquitetura, Artes, Comunicação e Design (FAAC) conta que foi assedia por Bulhões desde do começo do curso, em 2011. Ela afirmou ao jornal O Estado de São Paulo, que os assédios eram sutis, como toques no cabelo, no pescoço.

A mulher, que pediu para não ser identificada, disse que depois de anos encontrou o professor em um bar quando ela estava no 3º ano de faculdade. Ele teria então a convidado para tomar um vinho na casa dele. Depois da recusa, o professor ainda enviou dois e-mails à então estudante.

Outra jornalista formada pela Unesp declarou à reportagem que se sentia desconfortável com a abordagem de Bulhões, tanto dentro como fora da sala de aula. Ela afirma que o professor enviava mensagens para ela pelo Facebook, mesmo depois de não ter mais aula com ele.

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