Estudantes protestam no México contra retorno à escola sem vacinação

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Estudantes participam de uma passeata convocada pela Federação Nacional de Estudantes Revolucionários para protestar contra o retorno às salas de aula sem todos estarem vacinados contra a covid-19, na Cidade do México, em 24 de maio de 2021

Cerca de três mil estudantes se manifestaram nesta segunda-feira (24) na principal praça da Cidade do México contra a decisão do governo de retomar as aulas em 7 de junho, sem que os alunos tenham sido vacinados contra a covid-19.

O grupo, formado por adolescentes, jovens e pais, marchou pelas principais avenidas da capital até se reunir no Zócalo - praça onde fica o palácio presidencial - carregando cartazes e faixas com reivindicações como "Retorno seguro às aulas" e "Estudantes em luta pela vacinação".

"Precisamos voltar às aulas presenciais, mas não ao custo da saúde dos alunos", disse à AFP Isaías Chanon, um dos líderes do protesto.

Os manifestantes, quase todos usando máscaras, foram acompanhados por bandas escolares que marcavam o ritmo da caminhada pela vasta esplanada, onde também se encontram a principal Catedral e a sede da Prefeitura.

Muitas das queixas se dirigiam especificamente ao presidente do México, o esquerdista Andrés Manuel López Obrador, também conhecido por suas iniciais, AMLO.

"AMLO, aulas sem imunidade é homicídio!", dizia uma das faixas que cinco jovens exibiram no Paseo de la Reforma, uma avenida central.

"É responsabilidade do governo federal agilizar a vacinação e é sua responsabilidade determinar o retorno às aulas nessas condições", acrescentou Chanon, que exige o adiamento das atividades presenciais até que toda a população esteja imunizada.

O México, com 126 milhões de habitantes, acumula 2,39 milhões de casos confirmados de covid-19 e 221.647 mortes. É o quarto país mais afetado depois dos Estados Unidos, Brasil e Índia.

Até domingo, o governo havia aplicado 26,5 milhões de doses de vacinas contra o novo coronavírus, entre pessoas com mais de 50 anos, profissionais de saúde e professores.

"Queremos que eles sejam vacinados antes de irem à escola", disse David Amezcua, pai de um estudante de 18 anos, que carregava um grande cartaz durante a passeata.

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