Estudantes sírios protestam em Damasco contra bombardeios dos EUA

Sírios se manifestam em frente à sede das Nações Unidas em Damasco

Centenas de estudantes sírios se concentraram nesta terça-feira ante a sede da delegação das Nações Unidas em Damasco para protestar contra os bombardeios americanos da semana passada contra uma base aérea do Exército.

"Trump apoia o terrorismo", afirmavam os cartazes dos manifestantes, que também agitavam a bandeira síria e retratos do presidente Bashar al-Assad.

Os Estados Unidos bombardearam na sexta-feira, com 59 mísseis "Tomahawk", a base de Al Shayrat, na província central de Homs, em resposta a um suposto ataque químico ocorrido dois dias antes em Khan Sheikhun que deixou 87 mortos e que foi imputado ao regime sírio.

O governo sírio negou ter utilizado substâncias químicas, afirmando que bombardeou um armazém dos jihadistas que continha "substâncias tóxicas" e classificou o ataque americano de "ato idiota e irresponsável".

"Estamos aqui para denunciar os bombardeios americanos", afirmou Ayyad Talab, presidente do braço universitário da União Nacional de Estudantes Sírios (UNES), que organizou a manifestação.

"Queremos demonstrar que estamos dispostos a defender nosso país", indicou à AFP.

"A agressão americana (...) é uma vergonha para a democracia que os Estados Unidos reivindicam", ressaltou por sua vez Mahmud Issa.

A UNES escreveu uma carta ao secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, que a missão da ONU em Damasco prometeu entregar a ele.

O bombardeio americano contra o regime é o primeiro desde o início da guerra, em março de 2011. O conflito já deixou mais de 320.000 mortos e forçou milhares de pessoas a abandonar seus lares.