Estudo afirma que robôs que falam são mais confiáveis

Robôs que conseguem se expressar por meio da fala despertam mais a confiança dos humanos que precisam interagir com eles (Getty Creative)
Robôs que conseguem se expressar por meio da fala despertam mais a confiança dos humanos que precisam interagir com eles (Getty Creative)
  • Robôs que conseguem se expressar por meio da fala despertam mais a confiança dos humanos;

  • Pesquisa realizada pela Universidade de Lund afirma que as pessoas tendem a não reparar em imperfeições quando o robô em questão tem uma feição mais humanoide;

  • Um dos objetivos do estudo era tentar determinar se a capacidade de falar de um robô pode afetar a confiança de um usuário humano nele.

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Lund, na Suécia, levantou que robôs que conseguem se expressar por meio da fala despertam mais a confiança dos humanos que precisam interagir com eles.

De acordo com o estudo, quando há a necessidade de se interagir com um androide, as pessoas tendem a não reparar em imperfeições e a rejeição aos bots diminui quando o robô em questão tem uma feição mais humanoide.

Em entrevista ao portal TechXplore, Amandus Krantz, um dos autores do estudo, explicou que um dos objetivos do estudo era tentar determinar se a capacidade de falar de um robô pode afetar a confiança de um usuário humano nele.

“A ideia do artigo surgiu depois que encontramos alguns resultados inesperados em um experimento anterior. Estávamos investigando como o comportamento de olhar defeituoso pode afetar a confiança em um robô social humanoide. Os resultados mostraram uma diferença significativa na confiança antes e depois da interação com o robô em todas as condições, mas nenhuma diminuição na confiança do comportamento defeituoso. O único componente que permaneceu inalterado entre as condições foi um breve discurso do robô".

Robôs X Humanos

O Ameca, um androide de feições humanas desenvolvido pela empresa britânica Engineered Arts, afirmou em um vídeo de interação com perguntas e respostas que os robôs não substituirão os seres humanos.

De acordo com o UOL Tilt, a companhia responsável pelo Ameca garante que as respostas não tiveram programação prévia ou foram roteirizadas. A tecnologia respondeu aos questionamentos usando sua própria inteligência (no caso, artificial).

"Estamos aqui para servir humanos, não substituí-los. Não há necessidade de se preocupar, os robôs nunca dominarão o mundo", declarou o androide.

As primeiras imagens e vídeos do robô foram divulgados em dezembro de 2021 e o que mais chamou a atenção na época foi a sua similaridade com um ser humano.