Estudo chileno mostra que só 2% dos que tomaram CoronaVac contraíram covid; Nenhum morreu

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A health care worker is reflected as she prepares a dose of Sinovac's CoronaVac coronavirus disease (COVID-19) vaccine at a vaccination centre as the sanitary authority starts a vaccination campaign for under 30-year-old people in Santiago, Chile May 25, 2021. REUTERS/Ivan Alvarado
CoronaVac é a vacina mais utilizada no Chile (Foto: REUTERS/Ivan Alvarado)
  • Estudo clínico feito no Chile mostrou que 2% dos vacinados com CoronaVac tiveram a covid-19

  • Apenas 3 pessoas foram hospitalizadas e nenhuma morreu

  • Pesquisadores indicam que, após seis meses da primeira aplicação, dose de reforço pode ser bem-vinda

Entre as 2.300 pessoas que participaram dos estudos clínicos da CoronaVac no Chile, apenas 45 se contagiaram com a covid-19, equivalente a 2% dos imunizados com a vacina da SinoVac. O estudo foi feito no Chile, pela Universidad Católica, e apresentado na última quinta-feira (15).

O levantamento mostra que a CoronaVac é capaz fazer com que o corpo desenvolva anticorpos que bloqueiam a entrada do coronavírus nas células.

A pesquisa ainda indica que a vacina chinesa tem uma proteção muito boa para casos graves e mortes. Entre os 2.300 participantes:

  • 45 contraíram a covid-19

  • 3 tiveram de ser internados

  • Nenhum morreu

Por outro lado, a pesquisa indica que, após seis meses da aplicação da primeira dose, os níveis anticorpos neutralizantes e os linfócitos T, que combatem a infecção pelo coronavírus, começam a cair. Isso indicaria a necessidade de uma dose de reforço.

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Os resultados do estudo foram apresentados pelo líder do ensaio clínico, Alexis Kalergis, acadêmico da Universidad Católica e diretor do Instituto Milenio de Imunologia e Imunoterapia, ao lado de outros membros da equipe.

“Até hoje, a porcentagem de casos registrados de covid-19 nesse estudo clínico foi muito baixa. Entre todos os participantes, só 45 foram diagnosticadas e quase todos apresentaram a doença com sintomas leves. Só três pessoas apresentaram maior quantidade de sintomas e, por isso, precisaram de atendimento hospitalar, mas se recuperaram. Em geral, esses casos são de pessoas com comorbidades. No estudo clínico, não foram registradas mortes por covid-19”, resumiram os pesquisadores.

Os cientistas concluem que, pelos dados do Chile e de outros países, a CoronaVac tem alta capacidade de prevenir casos graves e mortes da covid-19, além de ser eficaz e efetiva para prevenir casos sintomáticos da doença. Eles lembram também que, em geral, as vacinas não necessariamente previnem a infecção ou a aparição de sintomas leves, mas evitam que a doença se desenvolva para uma forma grave.

“Só 2% dos voluntários totalmente vacinados desenvolveram a covid-19 no estudo. No total, só 0,88% precisaram de hospitalização até agora. Isso quer dizer que 98% dos participantes vacinados com o esquema completo não desenvolveram casos sintomáticos no nosso estudo.”

É necessário tomar uma dose extra da CoronaVac?

O estudo também avaliou a duração dos anticorpos e células imunes para as variantes que circulam no Chile. A maioria das pessoas desenvolve alta quantidade de anticorpos entre 2 e 4 semanas após a aplicação da segunda dose da vacina.

“Em termos de imunidade, observados que a vacinação induz a produção de anticorpos capazes de neutralizar a entrada do vírus nas células. Portanto, evitam que o vírus se multiplique nas nossas células, o que evita uma doença ou evita a intensidade dela”, explicam.

Também foram detectadas células imunes chamadas de “linfócitos T”, que são específicas contra as proteínas do vírus. A principal função dos linfócitos T é produzir uma molécula antiviral chamada “interferon gamma”, que elimina as células infectadas pelo vírus.

Por outro lado, o estudo mostrou que depois de seis meses da primeira dose, a resposta imune dos linfócitos e os anticorpos neutralizantes diminuem. “É um evento esperado e necessário de toda resposta imune, que também foi observado em outras vacinas, mas, como estamos no meio de uma pandemia e dada a aparição de novas variantes, a discussão de uma dose de reforço já é muito presente”, afirmam os pesquisadores.

“Para outras vacinas também estão debatendo uma aplicação de dose de reforço com o objetivo de manter os níveis de anticorpos elevados na população”, alertam.

Os cientistas acreditam que uma dose extra da CoronaVac poderia ser positiva, já que permitiria que as pessoas ficassem com níveis mais altos de anticorpos e de células imunes. “Nossos resultados mostram que, após seis meses da vacinação, continuamos encontrando anticorpos neutralizantes e linfócitos T específicos no sangue das pessoas vacinadas, mas os níveis estão reduzidos em comparação com o período de quatro semanas após a segunda dose”, dizem.

“Com a presença de variantes que requerem um nível maior de anticorpos neutralizantes para bloquear a entrada do vírus e possivelmente uma doença sintomática, parece recomendável que se aplique uma dose de reforço após seis meses da primeira dose, para amplificar a quantidade de anticorpos neutralizantes.”

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