Estudo feito com 96 mil pessoas mostra que cloroquina pode reduzir sobrevida de pacientes com coronavirus

Brasil mudou protocolo de uso da cloroquina para que medicamento seja utilizado em casos leves da doença (Foto: Getty Creative)

A revista “The Lancet” publicou hoje uma nova pesquisa científica sobre a cloroquina. A conclusão é que a sobrevida pode diminuir com o uso do medicamento, além da possibilidade de desenvolvimento de arritmia cardíaca em pacientes com o novo coronavírus.

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O estudo foi feito com 96 mil pacientes que estavam internados. Quase 15 mil deles passaram por tratamento diferentes com hidroxicloroquina e cloroquina.

Aqueles que foram medicados com esses remédios mostraram ter mais chance de morte e também de desenvolver arritmia cardíaca. Segundo Mandeep Mahra, líder da pesquisa, esse é o primeiro estudo em larga escala que encontrou evidências de que o tratamento de pacientes com Covid-19 com a cloroquina.

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A média de idade era de 53,8 anos e 46,3% era mulheres. As pessoas estavam em 671 hospitais diferentes, em seis continentes. Todos os participantes foram internados entre 20 de dezembro de 2019 e 14 de abril de 2020.

A cloroquina foi pivô das saídas dos dois últimos ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. Ambos apoiavam que o medicamento fosse usado apenas em casos graves da doença. No entanto, o presidente Jair Bolsonaro insistiu que a cloroquina seja usada em todos os pacientes, mesmo com sintomas leves.

O ministro interino, Eduardo Pazuello aprovou a mudança de protocolo, que foi divulgado na última quarta-feira. Ainda assim, o paciente deve autorizar que a cloroquina seja usada ou não no tratamento.

A mudança foi feita mesmo sem indícios científicos de que o medicamento seja efetivo no tratamento. A cloroquina é um remédio usado para pacientes com malária.

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