Estudo diz que 13 milhões de pessoas poderiam ser deslocadas pela alta do nível do mar

Foto: Pixabay/Tpsdave

Um novo estudo da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, estima que o aumento do nível do mar poderia deslocar cerca de 13,1 milhões de pessoas de suas casas.

O artigo, publicado na Nature Clime Change, é a primeira tentativa de prever o destino de milhões de pessoas que potencialmente seriam deslocadas de cidades costeiras.

Foi o que aconteceu, por exemplo, na passagem do furacão Katrina em 2005 pelo estado da Louisiana, nos Estados Unidos, que devastou a cidade de Nova Orleans. Milhares de moradores se refugiaram em cidades do interior.

Com o potencial aumento do nível do mar, locais como Atlanta, Houston e Phoenix seriam os principais destinos para as pessoas forçadas a se mudar, diz o estudo. 

“Nós normalmente pensamos sobre a elevação do nível do mar como uma questão costeira, mas se as pessoas são forçadas a se mudar porque suas casas ficam inundadas, a migração pode afetar muitas comunidades sem acesso ao mar”, disse Mathew Hauer, principal autor do estudo, segundo o Phys.

De acordo com Hauer, as avaliações sobre o aumento do nível do mar são numerosas e podem ajudar no planejamento e desenvolvimento de infraestrutura, mas poucos se debruçam a estudar a questão sob o ponto de vista geográfico, como o destino das pessoas e de que forma a onda migratória afetará essas regiões.

As relações entre estressores ambientais e migração são bastante complexas porque podem ser de curto ou longo prazo. 

O novo estudo combina estimativas de populações em risco pela elevação do nível do mar dentro de uma simulação de sistemas de migração para estimar o número e destinos de potenciais migrações de subida do nível do mar nos Estados Unidos no próximo século.

“Alguns dos destinos sem litoral, como Las Vegas, Atlanta e Riverside, na Califórnia, já enfrentam dificuldades na gestão da água ou no gerenciamento do crescimento. Incorporar estratégias de acomodação em planejamento estratégico de longo alcance poderia ajudar a aliviar a potencial intensificação futura desses desafios”, acrescentou Hauer.