Estudo entregue à equipe de transição aponta 20 áreas que sofreram desmontes no governo Bolsonaro, incluindo funcionalismo

Um estudo batizado de "Revogaço" — promovido pelas fundações Lauro Campos e Marielle Franco (FLCMF), ligada ao PSol, e Rosa Luxemburgo, vinculada ao partido alemão Die Linke (que atua no Brasil com projetos de cooperação internacional) — indicou 20 áreas que sofreram desmontes no governo de Jair Bolsonaro e cujos efeitos poderiam ser revertidos ou amenizados no próximo governo. As informações são da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef).

Na última semana, o documento foi entregue pelas duas fundações à presidente nacional do PT, deputada federal reeleita Gleisi Hoffmann (PR), que coordena a articulação política da equipe de transição.

De acordo com a Condsef, 20 especialistas — entre cientistas políticos e advogados — se debruçaram sobre 20 mil documentos e apontaram cerca de 200 atos infralegais, como portarias, instruções normativas e decretos, que poderiam ser revogados pelo novo presidente, incluindo decisões que afetam o funcionalismo.

A pesquisa pode ser acessada no link https://flcmf.org.br/revogaco/.