Estudo indica que força e massa muscular diminuem risco de Covid-19 grave

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Pacientes fortes e com boa saúde muscular tendem a ficar menos tempo internado (Andre Borges/NurPhoto via Getty Images)
Pacientes fortes e com boa saúde muscular tendem a ficar menos tempo internado (Andre Borges/NurPhoto via Getty Images)
  • Estudo identificou que pacientes fortes e com boa saúde muscular ficam menos tempo internados por Covid-19

  • USP examinou 186 indivíduos em suas entradas no hospital para tratamento da doença

  • Um dos responsáveis pela análise, porém, alertou para não se use esta medida em detrimento de outras já estabelecidas

Um estudo realizado pela USP indicou que a força e a massa muscular da pessoa estão diretamente ligadas ao tempo de internação em caso de contaminação por Covid-19. A análise identificou que uma pessoa forte e com boa saúde muscular tem menos chance de desenvolver a doença com maior gravidade.

“A condição muscular ou condição de vulnerabilidade está relacionada com desfechos desfavoráveis em uma série de situações. Por exemplo, um paciente idoso que vai para cirurgia e tem pouca massa muscular, está muito mais exposto. Essa lógica se mantém na Covid-19”, explicou o pesquisador Hamilton Roschel, coordenador do Grupo de Pesquisa em Fisiologia Aplicada e Nutrição da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) e da FMUSP.

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“Conseguimos perceber que aqueles que chegavam com melhor saúde muscular ao hospital, ou seja, com mais força e massa muscular, ficavam menos tempo internados do que aqueles que chegavam com menos força e massa muscular”, completou.

O estudo avaliou 186 indivíduos hospitalizados com Covid-19 moderada ou grave e constatou que a força e a massa muscular ajudam a prever quanto tempo a pessoa ficará internada.

Os pesquisadores mediram a força dos pacientes em sua entrada no hospital. Para aferir a massa muscular, foi utilizado um aparelho de ultrassom, também no momento da entrada.

Pacientes foram examinados na entrada no hospital (AP Photo/Eraldo Peres)
Pacientes foram examinados na entrada no hospital (AP Photo/Eraldo Peres)

“Não estamos sugerindo, no entanto, usar essas medidas em detrimento de outros marcadores bioquímicos já consagrados para o prognóstico da doença, como saturação e proteína C reativa, entre outros. A informação de massa e força muscular será ainda mais importante para tratar os sobreviventes, que podem apresentar sequelas”, constatou Roschel.

Brasil supera 414 mil mortes

O Brasil registrou na última quarta-feira 2.811 mortes por Covid-19 em 24 horas, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Com isso, o país chega a marca de 414.399 óbitos decorrentes do coronavírus.

Foram registrados também 73.295 novos casos de Covid-19, com o total chegando a 14.930.183 registros no país.

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