Estudo no Complexo da Maré atesta potencial de proteção da AstraZeneca

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 23.06.2021 - Frasco contendo o imunizante da AstraZeneca, contra a Covid-19. (Foto: Karime Xavier/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 23.06.2021 - Frasco contendo o imunizante da AstraZeneca, contra a Covid-19. (Foto: Karime Xavier/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Estudo realizado pela Fiocruz no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, atestou a capacidade de proteção da primeira dose da vacina Astrazeneca. Conforme os resultados divulgados nesta segunda-feira (22), passados 21 dias da aplicação do imunizante, a efetividade contra casos sintomáticos de Covid-19 foi de 42,4%.

De acordo com os pesquisadores, o resultado está de acordo com avaliações anteriores para a primeira dose no contexto de circulação das variantes Gama ou Delta. Eles consideram o índice bom, que confirma a capacidade da vacina para conter casos sintomáticos, mas alertam que a segunda dose é essencial para ampliar a proteção. As informações são da Agência Brasil.

Um recorte por faixa etária também foi divulgado: verificou-se que os mais jovens tiveram maior proteção do que os mais velhos. Na população abaixo de 35 anos, a efetividade foi de 57,5%. Acima dessa idade, a proteção caiu para 34,8%. Mas em todo caso há uma melhora ao longo do tempo: a efetividade em toda a população acima de 18 anos chega a 58,9% entre o 42º e 55º dia após a primeira dose e passa a cair depois disso.

O Complexo da Maré reúne 17 comunidades onde moram cerca de 130 mil pessoas. Para aferir a efetividade, o estudo comparou pacientes que testaram positivo para Covid-19 com pacientes que não testaram positivo. O período abordado, entre 17 de janeiro e 14 de setembro, caracterizou-se por uma predominância das variantes Gama e Delta.

Avaliar o impacto da pandemia, especificamente em uma área vulnerabilizada, estava entre os objetivos da pesquisa, uma vez que os dados mais gerais tendem a negligenciar as particularidades e homogeneizar os contextos. Nesse sentido, há dificuldades de se criar políticas públicas mais efetivas para cada realidade.

De acordo com a Fiocruz, a pesquisa no Complexo da Maré consiste em um trabalho pioneiro voltado para estimar a proteção da vacina sobre a população de uma comunidade negligenciada que foi muito afetada pela pandemia.

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