Estudo oficial aponta existência de 370 mil usuários de crack no país




Brasília, 19 set (EFE).- O Brasil possui pelo menos 370 mil usuários de crack, uma droga elaborada a partir de resíduos de cocaína e que se estendeu por todas as regiões do país, principalmente na região nordeste, segundo um estudo oficial apresentado nesta quinta-feira.

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O relatório, elaborado em conjunto pela Secretaria Nacional Antidrogas e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vinculada ao Ministério da Saúde, também apontou que 14% dos viciados em crack têm menos de 18 anos.

De acordo com o estudo, 78,7% dos usuários são homens, solteiros, com uma idade média de 30 anos e, em sua grande maioria, negros, pardos ou indígenas pertencentes às classes mais pobres.

O estudo revelou que 78,9% dos viciados desejam ser submetido a algum tipo de tratamento, embora só 20% tenham procurado centros de saúde em busca de ajuda.

"São dados que mostram que devemos ter uma total preocupação com este tema", afirmou o titular da Secretaria Nacional Antidrogas, Vitore Maximiano, ao apresentar o estudo.

O secretário nacional explicou que um dos dados mais "surpreendentes" é o que aponta que 40% dos usuários de crack se encontram no nordeste do país, região que, até então, estava entre as zonas com menor incidência de uso de drogas.O estudo atribui a forte presença do crack nessa região ao baixo custo dessa droga, que é muito mais barata que a cocaína e outros entorpecentes e, portanto, se torna mais acessível aos mais pobres.

Para a elaboração do estudo, realizado entre março e dezembro do último ano, 25 mil pessoas de todo o país foram entrevistadas, as quais eram questionadas sobre diversos assuntos relacionados às drogas, relações familiares e entorno social. EFE

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