Estudo revela que ouvir música no carro piora a direção

Estudo não encontrou diferenças entre ouvir músicas mais agitadas ou mais calmas na hora de tomar decisões
Estudo não encontrou diferenças entre ouvir músicas mais agitadas ou mais calmas na hora de tomar decisões
  • Para pesquisadores, música é capaz de afetar o centro de tomada de decisões do cérebro;

  • O estudo não encontrou diferenças entre ouvir músicas mais agitadas ou mais calmas;

  • Foi tocada O Voo da Abelha, do compositor russo Nikolai Rimsky-Korsakov.

Um estudo feito pela Universidade de Buenos Aires, na Argentina, apontou que escutar música enquanto se dirige um automóvel pode piorar a direção, deixando o motorista menos cauteloso.

A ideia por trás do estudo era avaliar como a música que está tocando ao fundo pode influenciar na tomada de decisões ao dirigir. Para isso foi escolhida uma única música, O Voo da Abelha, do compositor russo Nikolai Rimsky-Korsakov, que foi tocada em diversos tempos diferentes, mais lenta ou mais rápida, para averiguar a diferença nas respostas.

Ao todo, 32 participantes tiveram de realizar três vezes uma série de tarefas. Na primeira vez não haveria música, estando um completo silêncio. Na segunda a música seria tocada a uma velocidade de 40 BPM (batidas por minuto). Na terceira a música seria acelerada para 190 BPM.

Os cientistas conseguiram captar mais de 100 mil dados sobre as decisões dos indivíduos durante as tarefas, que foram divididas em diferentes categorias, como as perceptivas, onde um participante deveria decidir se um conjunto de pontos se movia para a esquerda ou para a direita. Havia também tarefas de conhecimento geral e de categorização lexical, em que eram mostradas de cinco a oito letras e os participantes deviam decidir se formavam uma palavra ou não.

O estudo concluiu que a música, independentemente da sua velocidade, afeta o desempenho de tarefas dos indivíduos participantes, fazendo com que tomassem decisões mais rápidas, porém menos precisas, ou seja, decisões mais precipitadas.

Apesar do estudo não apontar diferença entre a tomada de decisões para músicas mais rápidas ou lentas, os participantes relataram se sentir mais excitados fisicamente ao ouvir a versão mais rápida.

Para os pesquisadores, no entanto, a existência de uma música de fundo altera o próprio mecanismo de tomada de decisões, que reduz a quantidade de informações necessárias para ser tomada uma decisão.

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