Estupro de pacientes: Ginecologista é condenado a 35 anos de prisão em Abadiânia (GO)

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Ginecologista Nicodemos Júnior Estanislau Morais está preso por estupro de pacientes e não poderá recorrer da pena em liberdade — Foto: Divulgação/Polícia Civil
Ginecologista Nicodemos Júnior Estanislau Morais está preso por estupro de pacientes e não poderá recorrer da pena em liberdade — Foto: Divulgação/Polícia Civil

O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) condenou o médico ginecologista Nicodemos Júnior Estanislau Morais, 41, a 35 anos, por estupro e abuso sexual de pacientes. O juiz da cidade de Abadiânia, no Entorno do Distrito Federal, Marcos Boechat, emitiu e assinou a sentença nesta quarta-feira (6). As informações são do G1.

O médico também foi condenado a pagar indenização por danos morais para duas vítimas no valor de R$ 20 mil para cada. O médico está preso e foi negado o direito de recorrer em liberdade. Ele poderá recorrer da sentença.

O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) denunciou o médico pelo crime de estupro contra 39 mulheres e por violação sexual contra outras três. As vítimas, segundo as investigações, são de Abadiânia e Anápolis.

Como o caso corre em segredo de justiça, o TJ-GO afirma que não é possível informar quais são os casos que levaram a essa condenação do ginecologista.

Entenda o caso

O ginecologista se tornou alvo de investigação depois que mulheres procuraram a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Anápolis para denunciar que foram vítimas de crimes sexuais dentro do consultório. No início foram três, mas o caso ganhou repercussão e outras vítimas se sentiram seguras para registrar os crimes.

Nicodemos foi preso pela primeira vez em 29 de setembro de 2021, após as três primeiras pacientes relatarem os abusos à Polícia Civil.

Mesmo diante do número de denúncias, o médico foi solto em 4 de outubro por decisão da Justiça, passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. No entanto, mais vítimas de Abadiânia registraram ocorrências e ele foi preso novamente em 8 de outubro do mesmo ano.

Durante as denúncias, as vítimas relataram diversos tipos de comportamento e comentários com conotações sexuais por parte do ginecologista.

Nicodemos Júnior negou todos os assédios. Ele disse que comentários em aplicativos de mensagens eram "brincadeira" e admitiu que isso foi um erro.

"É muito complexo. Eu brinco com algumas coisas. Às vezes, nisso, eu pequei, realmente. [...] Mas, nunca, em nenhum momento, eu toquei em uma paciente com objetivo de ter prazer sexual ou de fazê-la ter um prazer sexual, porque o objetivo ali é o exame físico", disse.

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