Estupro em metrô nos EUA seria evitado se passageiros tivessem chamado ajuda e não filmado, diz polícia

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Passengers wait for the train on a platform of SEPTA's Jefferson Station in Center City Philadelphia, PA, on April 21, 2018. Southeastern Pennsylvania Transportation Authority(SEPTA), the major public transit provider in the Delaware valley ends the sale of tokens on May 1, 2018 as it moves to a MasterCard Paypass system for fare payments.  (Photo by Bastiaan Slabbers/NurPhoto via Getty Images)
Passageiros esperam para embarcar no metrô da cidade da Filadélfia. Foto: Bastiaan Slabbers/NurPhoto via Getty Images.
  • Agressão ocorreu durante 45 minutos

  • Polícia foi acionada por funcionário de folga

  • Agressor foi preso e responderá por diversos crimes

Uma mulher que foi estuprada na semana passada em um metrô na Filadélfia, nos Estados Unidos, poderia ter sido resgatada caso os demais passageiros tivessem ligado para a emergência, no lugar de gravar o ataque, segundo disseram as autoridades nesta terça-feira (19).

O crime ocorreu às 21h do dia 13 de outubro em um trem operado pela Autoridade de Transporte do Sudeste da Pensilvânia (Septa).

"Havia outras pessoas no trem que testemunharam esse ato horrível, e ele poderia ter sido interrompido mais cedo se um passageiro ligasse para o 911", afirmou o porta-voz do SEPTA, John Golden, em um comunicado enviado por e-mail à agência Reuters.

O caso está a cargo do Departamento de Polícia de Upper Darby. Uma das provas é o vídeo de vigilância do vagão, que mostra a mulher tentando repelir o estuprador, empurrando o homem diversas vezes. Ele começa a apalpar a vítima e, por fim, a agrediu sexualmente.

O crime durou mais de 45 minutos, enquanto os outros passageiros apenas apontaram seus telefones celulares para o agressor, mas ninguém socorreu a mulher. Finalmente, um funcionário da Septa que estava fora do horário de serviço ligou para o número de emergência dos EUA, 911.

Agentes entraram no vagão e prenderam o agressor. Agora, Fiston Ngoy, de 35 anos, é acusado de estupro, desvio involuntário de relações sexuais, agressão sexual e outros crimes. Ngoy, que listou seu endereço mais recente como um abrigo para sem-teto, foi detido sob fiança de US$ 18 mil (cerca de R$ 100 mil) e tem uma audiência agendada para 25 de outubro, segundo a mídia local.

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