Estupros e agressões sexuais são investigados em prestigiosa escola francesa de engenharia

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Um anfiteatro CentraleSupélec lotado durante um discurso de inauguração do presidente francês Emmanuel Macron no novo campus da Universidade de Paris-Saclay, a sudoeste de Paris, 25 de outubro de 2017 (AFP/Etienne LAURENT)

A Justiça francesa abriu uma investigação nesta quinta-feira (7) após uma auditoria realizada entre alunos de uma escola de engenharia de prestígio que revelou cerca de 100 estupros e agressões sexuais ocorridos no ano universitário de 2020-2021.

A auditoria anônima foi realizada com 2.386 alunos por e-mail no final do ano letivo e a pedido da gestão.

Segundo a escola CentraleSupélec, associada à Universidade Paris Saclay, a pesquisa “revela situações muito preocupantes de violência sexista e sexual”.

“Diante da gravidade dos fatos declarados” nesta investigação inédita, o diretor da escola Romain Soubeyran decidiu alertar a justiça francesa.

Em resposta, abriu uma investigação preliminar por assédio sexual, agressão sexual e estupro e confiou o caso a investigadores especializados.

De acordo com os primeiros resultados da auditoria, 51 mulheres e 23 homens declararam terem sido vítimas de assédio sexual durante o ano, 46 mulheres e 25 homens de agressão sexual, e 20 mulheres e 8 homens de estupro.

Entre os alunos que declararam terem sido vítimas de estupro, "9 em cada 10" indicaram que seu agressor seria outro aluno "em contexto associativo ou em residência estudantil", disse a escola, localizada a cerca de 20 km ao sul de Paris, em um enorme campus.

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