"Eternos", "Duna" e a batalha dos blockbusters adultos pela audiência

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Depois de tanto tempo nos mesmos moldes, será que que veremos blockbusters com temáticas mais amplas chegando ao público de massa?. Foto: Divulgação
Depois de tanto tempo nos mesmos moldes, será que que veremos blockbusters com temáticas mais amplas chegando ao público de massa?. Foto: Divulgação

A batalha entre Duna e Eternos não foi uma prevista na maioria das previsões de 2021. No meio de uma pandemia, ambos ainda brigam pelos dólares que garantirão as sequências, mas é nos temas abordados por ambos que vemos um amadurecimento dos blockbusters nesta temporada, especificamente para o gênero fantasia.

Duna, consagrado livro de Frank Hebert, demorou anos para chegar aos cinemas e ainda que não tenha sido uma unanimidade, ficou clara a intenção de Dennis Villeneuve em se afastar da fórmula pasteurizada de blockbusters do gênero. 

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Não tem nada de Senhor dos Anéis, Marvel, Star Wars ou DC ali - é uma adaptação fiel e confiante nos assuntos abordados. E mesmo que boa parte deles não tenham sido desenvolvidos, Duna teve números suficientes para dizer que o público pode sim receber algo mais maduro dentro de um mundo fantástico.

O mesmo pode se dizer de Eternos, ótimo filme da Marvel em 2021 que também acumula boa bilheteria, mas dividiu a crítica e o público como nenhum outro filme do estúdio em mais de 10 anos de história. 

A escolha pela diretora Chloe Zhao evidenciou uma narrativa mais humana, ainda desequilibrada em ritmo, mas ciente dos dilemas que precisava abordar - e a religiosidade e alegorias cristãs nunca foram tão fortes no mundo da Marvel como aqui. 

Tal qual o quadrinhos de Jack Kirby, os Eternos de Zhao não têm vergonha de falar sobre humanidade e jogar uma discussão mais profunda para um público acostumado com a dicotomia simples do herói e vilão.

É uma nova fase em Hollywood? Cedo para dizer, mas há uma evolução interessante para ser notada. Depois de tanto tempo nos mesmos moldes, será que que veremos blockbusters com temáticas mais amplas chegando ao público de massa? 

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Será que a primeira década do universo compartilhado da Marvel, DC e a volta de Star Wars foi uma preparação para algo diferente neste setor do entretenimento? Ao que parece, sim, estamos no começo de algo diferente. Matrix 4 pode amadurecer essa ideia, Pantera Negra 2, The Batman e o novo Superman de JJ Abrams também. 2022 será o ano para confirmar esta promissora tendência.

*Thiago Romariz é jornalista, professor, criador de conteúdo e atualmente head de conteúdo e PR do EBANX. Omelete, The Enemy, CCXP, RP1 Comunicação, Capitare, RedeTV, ESPN Brasil e Correio Braziliense são algumas das empresas no currículo. Em 2019, foi eleito pelo LinkedIn como um dos profissionais de destaque no Brasil no prêmio Top Voice

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