'Eu estou em paz, muita paz', diz Tite sobre clima na seleção em meio à crise na CBF

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Brazil's coach Tite is pictured before the South American qualification football match for the FIFA World Cup Qatar 2022 against Ecuador at the Jose Pinheiro Borda stadium, better known as Beira-Rio, in Porto Alegre, Brazil, on June 4, 2021. (Photo by SILVIO AVILA / AFP) (Photo by SILVIO AVILA/AFP via Getty Images)
Tite durante a partida entre Brasil e Equador, válida pelas eliminatórias da Copa (SILVIO AVILA/AFP via Getty Images)

O técnico Tite evitou entrar a fundo na crise institucional que assola a CBF. Às vésperas da partida contra o Paraguai, terça-feira, em Assunção, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo, o treinador afirmou estar em paz no cargo. Ao seu redor, Rogério Caboclo, presidente da entidade, foi afastado da função após denúncia de assédio sexual.

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- Estou em paz, muito em paz no momento. Eu olho para as pessoas ao meu redor e recebo essa sensação, de paz - afirmou.

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Caboclo e treinador entraram em rota de choque e Tite balançou, cogitando pedir demissão devido às desavenças. O dirigente, por sua vez, planejou demitir Tite depois da partida contra o Paraguai, mas seu afastamento da presidência mudou os planos da CBF. Questionado a respeito das acusações que pesam contra Caboclo, Tite preferiu não se aprofundar:

- Compreendo a sua pergunta, sabemos da gravidade do caso, mas existe um Comitê de Ética da CBF. Sabemos da gravidade, mas não é da nossa alçada comentar.

Tite manteve a postura de não falar sobre o futuro antes do jogo contra os paraguaios - o Brasil tentará no jogo manter os 100% de aproveitamento nas Eliminatórias, com seis vitórias em seis partidas. Questionado se a saída de Caboclo pode facilitar sua permanência à frente da seleção até a Copa do Mundo do Qatar, prometeu responder na terça-feira.

- Para nós, essa questão não tem importância vital no momento. Nosso foco está no treinamento. Já estamos na Copa do Mundo, já é um processo.

O treinador deu a entender que as desavenças que colocaram, de um lado, o presidente Rogério Caboclo, e de outro, jogadores e comissão técnica, têm mais a ver com o relacionamento entre as partes do que discordâncias políticas. Tite afirmou que seu papel e dos jogadores é dar opinião sobre futebol. Questionado se o treinador da seleção brasileira precisava estar alinhado politicamente com o governo, uma referência às notícias de que Renato Gaúcho, apoiador declarado do presidente Jair Bolsonaro, estaria cogitado para substituí-lo, Tite afirmou:

- Um técnico de futebol tem de estar alinhado ao futebol.