'Eu não vi nada disso, pouco importa', diz Eduardo Bolsonaro sobre oferta de cargos e verbas na eleição da Câmara

Bruno Góes, Natália Portinari e Paulo Capelli
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GILMAR FELIX / Agência O Globo

BRASÍLIA - O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) disse nesta segunda-feira "não ter visto" a oferta do governo de cargos e verbas a parlamentares durante a campanha para presidência da Câmara. Aliado de Arthur Lira (PP-AL), assim como o seu pai, Jair Bolsonaro, Eduardo disse que o tema "pouco importa" para avaliar a sucessão. Além disso, afirmou estar "feliz" pela interferência do Palácio do Planalto na eleição.

Eleição na Câmara: colunistas do GLOBO analisam disputa - Eu não vi nada disso (oferta de cargos e emendas). Mas, como eu falei, pouco importa essas questões. Eu quero saber de eleger um presidente que não vai deixar caducar as Medidas Provisórias. Um presidente que vá pautar as matérias que estiveram no centro das eleições de 2018. Isso é o que eu quero saber. Do resto, se tiver alguma ilegalidade, a PGR está aí para apurar. Estamos aí fazendo parte do jogo político. Fico até feliz que o Planalto tenha se posicionado mais, porque parece que faltou isso - disse Eduardo Bolsonaro.Perguntado se a aliança com o Centrão, antes demonizado por Jair Bolsonaro, não era uma contradição, ele respondeu:- Eu não tenho que achar nada, não. O governo faz suas articulações, tem diálogo aberto com o Congresso Nacional e, se o Brasil estiver funcionando, é o que interessa. Não tem o que eu ache ou o que eu deixe de achar.Para Eduardo Bolsonaro, Arthur Lira não será necessariamente um "aliado". Mas, na sua visão, não deve "sabotar" o governo.- A gente procura conversar com os candidatos à presidência para que eles não sabotem o governo. Só isso. O compromisso é pautar os projetos. Não aprovar os projetos ou ser longa manus do governo. De maneira nenhuma, até porque acredito que nenhum candidato se permitiria a isso daí. Isso faz parte do passado, lembrando aí o mensalão do governo Lula, que aí sim a Câmara foi um puxadinho do Planalto.Perguntado sobre as consequências das críticas públicas que fez ao governo da China, Eduardo minimizou. O país é um dos principais exportadores de insumos da vacina para o Brasil.- Claro que não (atrapalho a relação do Brasil com a China). Será que a relação entre dois países, a China nosso principal parceiro econômico, se resumiria às minhas palavras? Acho que eu não sou tão poderoso assim não.